Hoje vocês irão conhecer a Elisângela Ramos Leite, uma brasileira - carioca - que lançou o livro Estudante de japonês?! Eu?! Memórias de uma universitária. Como o próprio nome já dá a deixa, no livro, Elisângela fala sobre os motivos pelos quais resolveu trancar o curso de inglês, da Faculdade de Letras - UFRJ para estudar japonês, sem nunca antes ter pensado em tal possibilidade. No livro, Elisângela fala sobre sua vida na faculdade, seu contato com o povo japonês e sua cultura, sua viagem ao Japão e principalmente, sobre a importância de se correr atrás de um sonho!
Nesta entrevista EXCLUSIVA para o Muito Japão, a autora do livro conta o porquê de lançar o livro Estudante de japonês?! Eu?! Memórias de uma universitária e revela o que mudou em sua vida depois que aprendeu o idioma. Elisângela ainda dá dicas para quem está estudando japonês e fala um pouco sobre sua vinda ao Japão! Confira agora a entrevista com Elisângela Leite!
Olá, amigos do blog Muito Japão! Sou Elisângela Leite, professora de língua japonesa e autora do livro Estudante de japonês?! Eu?! Memórias de uma universitária, livro recém-publicado pela Editora Publit. Primeiramente, gostaria de agradecer o convite do amigo Julio Cesar Caruso em ceder o espaço no seu blog para divulgar o meu livro e conversar um pouco com todos vocês. O livro narra minhas experiências enquanto estudante de língua japonesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (de 1996 a 2000). Descreve os motivos pelos quais tranquei o curso de inglês, por que razão decidi estudar japonês e como me tornei uma estudante de língua japonesa sem nunca antes ter pensado em tal possibilidade. Relato o contato com o povo japonês, os costumes, a cultura, os eventos japoneses, a minha viagem ao Japão para participar de um Congresso de Estudantes, o ambiente universitário, a importância dos professores na minha formação intelectual, os amigos.... Está imperdível. Vale à pena conferir!
1) Quando decidiu mudar de inglês para japonês, como reagiram seus amigos e parentes?
A princípio, os amigos acharam que eu era “doida” (rsrs), por querer estudar uma língua tão diferente. Depois disseram que eu era “excêntrica” (rsrs). O interessante é que com o tempo, eles não conseguem mais dissociar minha imagem da do Japão e sempre que veem alguma reportagem sobre o país, eles me telefonam avisando ou depois comentam que lembraram de mim.
2) O que mudou na sua vida depois que aprendeu a falar japonês?
Muita coisa! Assim que retornei da viagem ao Japão, percebi que incorporei à minha fala o “né”. Não conseguia falar uma palavra sem usar o “né”. Quem estuda japonês sabe como é, NÉ” (rsrs). Mas a mudança é mais profunda: maneira de se comportar, de pensar, etc. Hoje sempre que telefono para alguém pergunto: “Pode falar agora?”, que é a tradução de “ Ima ii desu ka”. Passei a apreciar a culinária japonesa e até a minha casa é decorada com enfeites japoneses.
3) Quando e por que teve a ideia de lançar o livro?
Primeiro, tive a ideia de escrever apenas. Quando me lembro dos rascunhos e pedaços de folhas onde escrevia o texto, não pensava em publicar. Mas, depois que terminei, pensei: “Está tão lindo! Por que não compartilhar com outras pessoas”. Então, decidi publicá-lo, pois acredito que as minhas experiências possam servir de incentivo a outros estudantes e pessoas em geral, a fim de que nunca desistam dos seus sonhos, por mais difíceis ou “excêntricos” que pareçam ser.
4) Quem deveria ler o seu livro?
Pessoas que gostam de leitura, os que se interessam por língua e cultura japonesas, aqueles que compartilham valores como: a importância do estudo na formação do cidadão, a valorização do trabalho do professor, da amizade, da família.
5) Que boas lembranças você guarda do Japão?
Os professores, os amigos, a belíssima natureza do país (seja qual for a estação do ano), o ofuro, a neve (foi a primeira vez que vi neve), lojas de hyaku en (tipo R$1,99), a disciplina japonesa, o cheiro do Japão,etc. Muitas boas recordações. Poderia ficar horas falando.
6) Que más lembranças guarda do Japão?
Não tenho nenhuma. Mas, posso falar de algo que estranhei? No primeiro mês em que morei no Japão, achei o país muito sonoro e visual. Ao passar pelas portas das lojas, as inúmeras máquinas apitavam e piscavam com suas luzes e então percebi que estava num país de alta tecnologia. Sem falar nas muitas propagandas penduradas dentro dos trens e metrôs. Mas, no segundo mês já havia me acostumado.
7) Gostaria de morar no Japão? Por que?
Que pergunta tentadora! (Rsrs). Tudo é possível, né?
8) O que julga mais difícil no aprendizado da língua japonesa?
O estudo de kanji (ideogramas chineses), porque são muitos! (Rsrs). Tem que saber ler o kanji, saber escrever o kanji, saber o significado do kanji! Ufa!!! (Rsrs).
9) Que conselho daria para quem está estudando japonês?
1º conselho: Seja cara-de-pau! (Rsrs). Converse em japonês para praticar o que estudou, mesmo que erre. O erro faz parte do aprendizado. Procure usar tudo o que aprendeu escrevendo ou falando. Se souber apenas “ohayoo gozaimasu” (Bom dia!), fale e escreva. Verá que com o tempo estará falando melhor e escrevendo melhor. Lembre-se que para chegar ao milésimo passo, terá que ter dado o primeiro. 2º conselho: Estude muiiiiiiiiiiiiito! (Rsrs) e Boa Sorte! (Gambatte, né)
Obrigada a todos os fãs do blog Muito Japão, assim como eu também sou fã. Espero que tenham curtido a entrevista e caso tenham mais perguntas podem enviar para o blog ou para o meu e-mail: elisangela25@hotmail.com. Prometo responder a todos. Agradecimento especial ao amigo Julio Cesar Caruso, quem conheci na Faculdade de Letras no dia da matrícula e foi a primeira pessoa que me falou a respeito de estudar japonês. Logo, faz parte do meu livro e dessa minha história enquanto estudante de língua japonesa. Encerro a entrevista com uma frase do Príncipe Naruhito e que está no meu livro: “Somos responsáveis por construir nossas próprias memórias, mas muitas delas são feitas por outros”. Um abraço carinhoso em todos e até a próxima!
Quem quiser também pode comprar o livro da Elisângela pelo site da editora Publit. Basta clicar aqui! Aproveito para agradecer à Elisângela pela entrevista e desejar sucesso nas vendas do livro! Até a próxima!









O mesmo acontece com as cores por exemplo. “Preto”, “branco” e “verde”, em certos casos, (em certos casos em hein! Não é sempre!), em japonês, vira burakku, hoaito e guriin. Ah sim! “Azul” também! É possível dizer buruu! Com os números é a mesma coisa! Um filme por exemplo que está na “parte 2”, em japonês está na paato tsuu. Há uma loja de conveniência chamada Three F. Em japonês se diz surii efu. Isso mesmo! “Três” em inglês-de-japonês é surii. 





Kelly
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