27/08/2013

求人広告・MUITO JAPÃO CLASSIFICADOS

1. INTÉRPRETE DE JAPONÊS PARA BELO HORIZONTE

Vaga de Intérprete de língua japonesa, para atuar em uma indústria no escritório de Belo Horizonte.
 Pré-requisitos:
  • proficiência na língua japonesa nível 1
  • língua portuguesa: alto nível
  • experiência na função de intérprete/tradutor, interprete em reunião de negócio (nível de diretoria), em tradução simultânea.
  • formação: Superior Completo

A vaga é permanente. Interessados podem enviar currículo no email sofia.bernardino@roberthalf.com.br
Indicações são bem vindas.


2. INTÉRPRETE DE JAPONÊS PARA O RIO DE JANEIRO

Intérprete de Língua Japonesa
Preferível nível avançado a fluente
Para prestar serviço em multinacional japonesa
Local: Resende-RJ
Não é necessário experiência prévia

Maiores informações e currículo: celinoelisa@gmail.com



3. FUNCIONÁRIO PARA FUNDAÇÃO JAPÃO DE SP



4. FUNCIONÁRIO PARA CONSULADO DO JAPÃO EM SP


21/08/2013

POLUIÇÃO VISUAL PARTE II

Recentemente escrevi um post sobre a poluição visual nos anúncios que a gente vê nos trens principalmente (se não leu, clique AQUI). é uma coisa que eu sempre vinha reparando, mas acho que com o passar do tempo, a gente, estrangeiro, assim como os japoneses, acabamos por nos acostumar a tanta informação junto e a olhar somente para aquilo que nos interessa. Foi isso que eu percebia quando levava algum amigo brasileiro - viajante, turista - a uma das lojas de eletroeletrônicos mais famosas e completas do Japão: o BIC CAMERA. Quem já foi, vai concordar comigo que a loja, assim como a sua "prima genérica", YODOBASHI, merecem um post à parte, mas o que eu queria dizer é que toda vez que levo alguém lá, sempre escuto comentários sobre a poluição visual do interior da loja e mais ainda, não coincidentemente, me perguntam onde está o preço do produto. É que tem tanta informação, de frete, de desconto com cartão, desconto em dinheiro, informações do produto, campanha de economia de energia, tanta coisa que o preço, que é o mais importante, é o que fica mais camuflado entre tantos números e ideogramas. Acredito eu até que para quem não lê japonês, a poluição deve ser multiplicada! 

Acho que já cheguei a publicar também uma foto desse quiz "encontre o preço se puder", mas não estou encontrando. O motivo de eu escrever este post de hoje, foi que notei a nítida diferença entre as informações e, diria até, a grande diferença cultural entre o se incomodar ou não com tantas informações sobre um determinado produto, justamente hoje, ao acessar os sites do Brasil e do Japão para simplemente comparar os preços da máquinas de lavar - que as lojas e a TV insistem em chamar de "lavadoras" - mas, enfim, achei mais interessante o aspecto visual do que simplemente o ponto de visto econômico em si. Comparem só!

ANÚNCIO DO BRASIL




















ANÚNCIO DO JAPÃO




















E aí? Notou a diferença? 
O que achou?

18/08/2013

CASTIGO CORPORAL: REALIDADE (ATUAL) NAS ESCOLAS JAPONESAS

Já foi época de ajoelhar no milho, ficar de pé no canto da sala, levar reguada na palma da mão e até ficar na "cadeira do pensamento". Se você é brasileiro, talvez já ouviu falar sobre estes e outros castigos corporais que nossos pais e avós estão cansados de nos contar. Mas na semana passada, a mídia japonesa divulgou o resultado de uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação do Japão sobre "castigos corporais" nas escolas japonesas. Segundo um dos jornais, o número de professores que agrediram seus alunos subiu nada mais nada menos que 17 vezes em relação ao ano anterior e alcançou a marca dos 6721 professores. Já outro jornal divulga o número de alunos que foram vítimas destes "castigos corporais". Foram ao todo 14.208 alunos distribuídos em 4.152 escolas onde foram detectados os atos.

Ainda segundo os jornais japoneses, os atos, os quais eles insistem em chamar apenas de "castigos corporais" incluem atos como: socos, chutes, puxão de cabelo, além de bater com um pedaço de pau e deixar horas de pé. Sobre as condições dos alunos pós "castigos corporais", mais de 80% foi considerado "sem ferimentos", enquanto que  7.1% dos alunos tiveram contusões e 0.6% fraturas. 


JAPONÊS・日本語

体罰教員、小中高で6721人 1万4208人が被害 
12年度調査、文科相「恥ずべき数字」


文部科学省は9日、全国の国公私立の小中高校などで2012年度に体罰をしたことが確認された教員は延べ6721人に上り、1万4208人の児童生徒が被害を受けたと発表した。1年間に被害を受けた子供の数がわかったのは初めて。体罰のあった学校は4152校で、全体の10.8%に当たる。体罰を理由に懲戒処分や訓告処分を受けた公立校の教員は2752人で前年度の約7倍に達した。
 小中高別で、体罰をした教員は中学校が2805人と最も多く、高校は2272人、小学校は1559人。体罰の発生率では高校が23.7%と最も高く、中学16.2%、小学校5.5%だった。
 体罰の内容は「素手で殴る」が61.0%と大半を占めた。「蹴る」が9.2%、「棒などで殴る」が5.3%。「髪を引っ張る」「長時間立たせる」などの「その他」が計15.8%だった。被害状況は8割超が「傷害なし」だったが、打撲が7.1%、骨折・捻挫なども0.6%あった。
 学校が体罰を把握したきっかけ(複数回答)は教員の申告が50.6%、児童生徒の訴えが40.2%、保護者の訴えが34.9%の順だった。

O Muito Japão entrevistou alguns japoneses, já adultos, para saber mais sobre estes "castigos corporais" nas escolas do Japão. Veja o depoimento de alguns:

"Sobre a minha experiência, talvez seja um pouco diferente dos castigos de agora em relação aos da minha época, nos anos 70 quando os castigos eram levar tapa na cara e ficar em pé no corredor, fora de sala de aula. Ficar sentado "estilo japonês" no fundo da sala era o que mais tinha. mas também tinha bater no aluno com régua, pedaço de pau e chutar". M.S.A.

"Desde antigamente os japoneses são tolerantes com esta questão de "bater" (nos alunos). Eu lembro do meu professor do primário bater na minha cabeça e me dar tapas na cara. Claro que foi porque eu fiz algo de errado, mas até hoje, não guardo boas recordações desse professor. Mas estas cenas eram comuns no nosso dia a dia na sala de aula. Meus colegas de turma também apanhavam na cara e na cabeça também. claro que tinha professor que não batia. Por outro lado, têm pais que não ligam de seus filhos apanharam dos professores na escola. O que os japoneses ainda precisam resolver é até que ponto estes castigos podem ser aplicados. Isso começou durante a guerra quando os soldados recém engajados na corporação levavam socos por qualquer coisa". T.C.K.

"Antigamente era pior. Eu lembro que na aula de inglês, se a gente errasse alguma palavra a gente apanhava  na cabeça com um esfregão" Y.I.

"Quando eu estava nos últimos anos do colégio, muitos colegas apanhavam dos professores. Os outros olhavam mas pensavam que ele fez por onde merecer aquilo. Não que eu esteja apoiando, mas acho que os professores faziam isso porque falando somente o aluno não entenderia e era como se ele fosse fazer o aluno entender com o corpo. Já ouvi gente falar sobre isso em ambiente de trabalho... " H.I.

"Eu levei foi um tapa na bunda quando fiz algo errado. " N.M." A palavra "taibatsu" significa castigo corporal. É normal os professores aplicarem este tipo de castigo. Nos anos 70, quando eu era estudante também tinha. Eu e meus colegas levamos um tapa na cara quando quebramos o vidro da janaela da sala quando estávamos brincando. mas a gente não se sentia mal porque aquilo era porque a gente fez algo de mal. O professor nos dava bolacha com amor. Naquela época, não era problema. Agora é diferente. os professores têm menos confiança nos alunos e nos pais deles. Se o professor bater ou chutar o aluno é considerado "castigo corporal". Além disso, os professores hoje não sabem o limite de aplicar o castigo corporal e acabam ferindo os alunos"  T.I.  












REVISTA ALTERNATIVA: JAPONÊS MANEIRO


No final do ano passado, eu tive o prazer de ter sido convidado para assinar uma coluna só minha na revista ALTERNATIVA, a melhor revista gratuita que há em português hoje no Japão, distribuída para todo o país. Para mim que já era leitor da revista há anos e gostando de escrever como eu gosto, foi uma honra. A coluna JAPONÊS MANEIRO estreou este ano e graças a Buda tem sido um sucesso! A intenção é mostrar o lado maneiro do idioma, mostrar curiosidades, fatos interessantes e dar dicas única e exclusivamente sobre a língua japonesa. Gostaria que através da coluna, muitas pessoas pudessem se animar a aprender o idioma e perceberem o quanto é bom saber japonês. E para os leitores do Muito Japão que não vivem no arquipélago, aí está a coluna que foi publicada na revista!



HIERARQUIA ATÉ NO IDIOMA

Na edição passada, falamos em hierarquia. Mais precisamente na hierarquia que vemos nitidamente refletida até mesmo em verbos da língua japonesa. Mostrei por exemplo, que a simples frase “Eu ganhei um livro” pode ter o verbo traduzido de formas diferentes para japonês, dependendo de quem você ganhou o livro. As principais variantes são entre alguém do mesmo nível que você, alguém de nível mais baixo ou mesmo mais novo que você ou se foi de alguém mais velho ou superior a você.
Mas os verbos “agemasu” (dar) e “moraimasu” (receber, ganhar) ou “sashiagemasu’, “itadakimasu’, para o caso de ter dado ou recebido algo de superiores são muito mais usados do que se imagina.
Não que tais verbos sejam mais usados que outros verbos como “comer”, “beber” ou “andar”. Não. Nada disso. O que acontece é que os verbos “dar” e “receber” possuem outro papel na gramática japonesa que vão além dos significados primeiros que são o de “dar” ou “receber” coisas. Para explicar em português claro, na língua japonesa é possível dar e receber “ações” e não somente “coisas”! Parece complicado e meio estranho, mas, vai por mim, pensando assim, ficará mais fácil entender.
Vejamos com exemplos práticos! Na edição passada, vimos frases como “Tomodachi ni hon wo moraimashita”, ou seja, “Eu recebi, ganhei um livro do meu amigo”. Agora vamos supor que você queira enfatizar que ele “comprou” o livro para você. A frase então ficará assim: “Tomodachi ni hon wo katte moraimashita”. O verbo “katte” vem do verbo “kaimasu” que seria “comprar”. Basta conjugá-lo no que chamamos em japonês de “Forma TE” (forma em que os verbos terminam em “TE”). Agora, vamos supor que você tenha comprado o livro no aniversário do seu amigo e você o tenha presenteado. Neste caso, a frase ficará assim: “tomodachi ni hon wo katte agemashita”, ou seja, se foi você que comprou o livro e o deu de presente a estrutura será o verbo “comprar“ (conjugado na Forma TE) + o verbo “dar”. A mesma estrutura pode ser usada com outros verbos mais corriqueiros. Por exemplo, se você emprestou uma borracha ao seu amigo, você pode dizer “tomodachi ni keshigomu wo kashite agemashita”. Mas se foi ele que te emprestou a borracha, você dirá: “tomodachi ni keshigomu wo kashite moraimashita”. Simples não?
Tente agora você mesmo imaginar que foi o professor que te emprestou a borracha! Primeiro você deve pensar no verbo, depois conjugá-lo na Forma TE e juntá-lo com o verbo receber. Pronto, o verbo emprestar em japonês é “kashimasu”, na Forma TE, fica “kashite” e, se no exemplo anterior, o verbo receber era “moraimasu” no passado “moraimashita”, agora você terá de levar em consideração que quem te emprestou a borracha foi alguém superior! Resposta: “sensei ni keshigomu wo kashite itadakimashita”. Muito bem!

07/08/2013

1o ENCONTRO MUITO JAPÃO NO RJ

Chegou a hora de nos conhecermos pessoalmente, eu, autor do blog Muito Japão e você leitor. Para este nosso primeiro encontro, escolhi o restaurante japonês Sushi Lounge (www.sushiloungerj.com.br), na Tijuca, às 19h30. Como alguns já sabem, eu estou no Rio e gostaria de compartilhar - desta vez ao vivo - com você leitor um pouco da minha experiência nos 11 anos de Japão e de como sempre trabalhei usando a língua japonesa. Espero você lá! A participação é gratuita, com a consumação paga por cada um. Peço também a gentileza de confirmarem a participação para que possamos ter uma ideia do nosso grupo. Obrigado!

A TODOS QUE COMPARECERAM E COOPERARAM PARA O 1o. ENCONTRO MUITO JAPÃO O MEU MUITO OBRIGADO! FIQUEM ATENTOS PARA O PRÓXIMO EVENTO! ATÉ LÁ!