27/10/2013

APLICATIVO MUITO JAPÃO ALERTA ATÉ SOBRE ATIVIDADES VULCÂNICAS


Vira e mexe quando acesso o Yahoo Japan! vejo a propaganda deste aplicativo que, se pararmos para pensar, é Muito Japão! Trata-se de um aplicativo unica e exclusivamente para servir como alerta para casos de catástrofes! Isso mesmo! Um aplicativo, disponível para iOS e Androide que permite que você receba no seu celular informações e alertas para diversos tipos de catástrofes que vão desde terremotos, passando por aumento no nível de radiação local até atividades vulcânicas! Você também pode receber os alertas diretamente no seu PC por meio de emails!


De acordo com a explicação disponível no site, depois de baixar o app, o segundo passo é decidir 3 localidades que se quer monitorar. Na figura abaixo, podemos ver o porquê do número três. No mapa, em laranja, está sua localidade atual (現在地・げんざいち) e nos balões em rosa vemos casa da mãe (実家・じっか), sua própria casa (自宅・じたく) e empresa (会社・かいしゃ). O quer dizer que você vai receber informações de três localidades diferentes no Japão, mesmo que não seja próximo de você.

O terceiro passo é escolher sobre que tipo de catástrofe você quer saber mais informações e receber seus alertas. Temos diversas opções: terremotos, enchentes, tsunamis, blecautes, hipertermia etc.




Fonte:
http://emg.yahoo.co.jp/

17/10/2013

76% CONCORDAM COM O PRIMEIRO MINISTRO

Quem conhece bem o blog sabe que não publico muito matérias que saem nos jornais do mundo inteiro, coisas que todos sabem sobre o Japão, principalmente se for algo com um toque estereotipado, mas que se for para publicar aqui alguma, será dado a devida prioridade àquelas pouco divulgadas ou mesmo àquelas que talvez nunca saíram ou saiam na mídia no Brasil. Sobre esta do post de hoje, apenas achei interessante compartilhar com os leitores a reação do povo japonês com relação ao discurso do primeiro ministro japonês Shinzo Abe quando na ocasião da disputa pela sede das olimpíadas de 2020, disse que o problema das usinas de Fukushima estava sob controle. O jornal Asahi, um dos mais influentes no Japão, realizou uma pesquisa de opinião pública para saber o que os japoneses achavam sobre a declaração. Achei interessante ver que 76% dos entrevistados disseram que acham que "a coisa não é bem assim" ou seja, 76% da população japonesa afirma que acha que "NÃO está tudo sob controle". Apenas 11% disse "isso mesmo, (está tudo realmente sob controle)". Mesmo entre os apoiadores do premier japonês este número muda muito pouco. 71% parece concordar com a situação, enquanto que 18% não concorda. Já na principal área afetada, a região Tohoku, essa diferença é bem maior e os números passam a ser 81% contra 10%. Não é por menos, segundo o jornal The News York Times, os quase 83 mil desabrigados das áreas mais atingidas "ainda" não podem voltar para casa.


JAPONÊS・日本語

首相の原発発言「そうは思わない」76% 朝日世論調査


 朝日新聞社の全国定例世論調査(電話)では、東京電力福島第一原発の汚染水問題をめぐり、安倍晋三首相が東京五輪の招致演説で「状況はコントロールされている」と発言したことについても質問した。この発言を「その通りだ」と受け止めた人は11%にとどまり、「そうは思わない」と答えた人は76%にのぼった。安倍内閣支持層でも「その通りだ」は18%、「そうは思わない」は71%で、自民支持層でも17%対70%だった。東北地方では10%対81%と、「そうは思わない」が圧倒的多数を占めた。一方、2020年に東京五輪・パラリンピックの開催が決まったことについては「よかった」が77%で、「そうは思わない」の16%を引き離した。年代別にみると、「よかった」は50代以下では8割を超えているが、60代以上では7割に届かなかった。
LISTA DE VOCABULÁRIO・語彙一覧
  • 朝日新聞・asahi shinbun・jornal Asahi
  • 全国・zenkoku・todo o país
  • 世論調査・yoron chousa・pesquisa de opinião pública
  • 電話・denwa・telefone
  • 汚染・osen・poluição
  • 水・mizu・água
  • 問題・mondai・problema
  • 安倍晋三・abe shizo・Shizo Abe
  • 首相・shushou・primeiro ministro
  • 東京五輪・toykyou orinpikku・Olimpíadas de Tóquio
  • 招致する・shouchi suru・convidar
  • 演説・enzetsu・discurso
  • 質問・shitsumon・pergunta
  • その通りだ・sono toori da・exatamente (isso)
  • 受け止めた人・uketometa hito・os que interpretaram
  • そうは思わない・sou omowanai・"não acho"
  • 答えた・kotaeta・responderam
  • 支持する・shiji suru・apoiar
  • 東北地方・touhoku chikou・região Tohoku
  • 圧倒的多数・attoutekitasuu・maioria esmagadora
  • 一方・ippou・por outro lado
  • パラリンピック・paparinpikku・Paraolimpíadas

13/10/2013

ESPECIAL: ELES VOLTARAM !

Ir ao Japão. Para alguns pode ter um significado todo especial. Para outros, ainda não passa de um sonho a ser realizado algum dia quem sabe. Sonho este que requer decisões firmes, mudanças de planos, dinheiro e coragem muitas vezes. Mas na contramão de quem sonha em um dia ir ao Japão, estão brasileiros que, igualmente, por um motivo ou por outro, tiveram a oportunidade de não apenas pisar em solo japonês, mas também puderam morar, trabalhar  e  viver no país.

Hoje, iremos conhecer três deles. Três brasileiros corajosos que moravam no Japão e hoje vivem no Brasil, país onde nasceram, porque assim como um dia decidiram largar tudo no para viverem no Japão, agora a decisão foi de fazer o caminho inverso. Decisões, planos, dinheiro e coragem foi o que eles tiveram para mudar de vida do lado oposto do planeta.

Mas afinal, o que leva uma pessoa a deixar o Japão para morar no Brasil? Por que sair de um país de primeiro mundo, seguro e moderno para morar no Brasil novamente? Por que largar tudo no Japão, as lojas de conveniências - realmente 24 horas e realmente convenientes -, os serviços básicos e atendimento de primeira qualidade e voltar ao país onde há tanta gente que quer ir ao Japão e ainda nem sabe como? 

Estas e outras perguntas que você deve estar se fazendo neste momento, nossos convidados Andrea Sakihara, Vitor Ogawa e Priscila Ayumi, tentarão responder, ou melhor, darão eles suas próprias versões da história de cada um que os trouxeram de volta à terra natal, não de seus avós, mas desta vez, deles mesmos.


Quando esteve no Japão?

Andreia Sakihara: Estive no Japão duas vezes. A primeira foi em 2005 até 2008 e a segunda foi em 2010.

Vitor Ogawa: Estive no Japão em duas oportunidades. Entre o início de 1993 e final de 1996 e entre outubro de 2006 e meados de 2007.  

Priscila Ayumi: Em 2000 por 3 meses, em 2006 por 8 meses e entre 2007 e 2010.

Por que foi para o Japão?

Antes do Japão estive na Austrália estudando por 2 anos e com isso fiz algumas “dívidas”. Assim, resolvi ir para o Japão, procurar um trabalho e poder pagar a dívida (já estava ali do lado mesmo :) ) A intenção era de ficar no Japão por 1 ano no máximo, mas acabei ficando, ficando e voltando (risos)

Na primeira vez foi para trabalhar em uma fábrica de autopeças. Minha família estava endividada em função dos inúmeros planos econômicos que descapitalizaram o supermercado da família. Tínhamos uma dívida de US$ 700 mil dólares. Felizmente conseguimos saldá-la. Na segunda vez foi para trabalhar no jornal International Press, um jornal impresso no Japão voltado para a comunidade latina no Japão.

Em 2000 para um arubaito (trabalho temporário) de final de ano e para conhecer o Japão durante as férias da faculdade no Brasil. Em 2006, para participar de um programa de estágio da província de Ehime e depois em 2007 para trabalhar.

Que tipo de trabalho exerceu?

Das duas vezes trabalhei na mesma empresa, na área de telecomunicações. A primeira trabalhei como system planner em VoIp, era responsável pelo contato entre a empresa do Japão com o nosso desenvolvedor no Brasil. A segunda fui arubaito na área de suporte da rede interna de informática da empresa.

Eu fazia barras de proteção lateral das portas e as colunas de direção dos carros da Toyota.

Trabalhei com veículos de comunicação voltados para comunidade brasileira que vive no Japão.

O que mais te surpreendeu quando chegou ao Japão?

A educação das pessoas e como tudo funciona tão corretamente.

A limpeza das ruas. Achei tudo muito limpo em relação ao Brasil.  É impressionante a disciplina das pessoas para jogar o lixo em seus devidos lugares. Na época não se falava tanto em reciclagem ou separação de lixo no Brasil. Só depois que isso passou a ser realidade no Brasil.
O primeiro choque foi o frio, logo ao sair do aeroporto. Não achava que era possível sentir tanto frio! Depois foi a rigidez e disciplina no trabalho da fábrica e em seguida a língua “estranha”. Frequentei escolas japonesas no Brasil e em casa sempre falamos japonês e português misturado, mas eu não entendia quase nada do que me perguntavam nas lojas. Tive que “reaprender” o japonês e esquecer o “bachan-go” (a língua que minha avó falava).

O que mais gostou?

Do "customer service". Em nenhum lugar do mundo existe um atendimento tão bom e eficaz como no Japão.

Em relação à personalidade dos japoneses, gostei da educação. (Se bem que em algumas situações em que eles eram educados demais, soavam falsos).  Em relação à estética, gostei da integração do antigo e do novo no Japão. Do tradicional com a vanguarda. 

Adorei comer “comida japonesa de verdade”, a eficiência do transporte público, a limpeza das ruas, a sensação de segurança, tradições culturais mantidas nas cidades interioranas, a modernidade das grandes cidades como Tóquio, a preparação do locais turísticos para receber visitantes, etc.

 O que menos gostou?

(risos) Essa pergunta é fácil! Do calor! Eu odiava o verão do Japão, um calor infernal!!

Entre as características que menos gostei da personalidade dos japoneses foi a inflexibilidade diante de coisas triviais. Certa vez fui a um restaurante brasileiro com o meu pai e fizemos a refeição lá. Mas depois de pagarmos, um brasileiro avisou que haveria um show de samba e sugeriu que ficássemos. Resolvemos ficar e quando começou o show uma garçonete perguntou o que queríamos comer. Falamos que tínhamos acabado de comer naquele mesmo restaurante e que só iríamos assistir ao show. Ela não permitiu, porque a mesa era destinada a quem estivesse consumindo. Pedimos dois chopes, mas ela disse que não era suficiente, pois precisávamos fazer a refeição. Reforçamos que tínhamos acabado de pagar pela refeição que fizemos naquele estabelecimento. Acabamos não assistindo ao show. No quesito estética, eu acho que o planejamento gráfico de jornais, revistas e publicidade são bem poluídos e isso se extende para a disposição de produtos nas lojas e para as casas de jogos, que tocam aquelas músicas barulhentas à beça.

De saber que a imagem dos brasileiros em alguns locais do Japão não era boa, gerando preconceito de ambas as partes. Do atendimento rápido e “frio” das poucas experiências que tive em atendimentos nos hospitais japoneses.


Quando regressou ao Brasil?

Em maio de 2012.

Na primeira vez regressei em dezembro de 1996. Na segunda vez foi em meados de 2007.

Em dezembro de 2010.

"Você pode sair do Brasil,
mas o Brasil não sai de você"
Vitor Ogawa 


Foi dificil se readaptar?

Um pouco...

Se acostumar com a casa da gente é muito mais fácil e rápido. Você pode sair do Brasil, mas o Brasil não sai de você. 

Não fiquei tanto tempo assim no Japão, mas, um pouco sim... 

Por quê?

Morando no Japao por algum tempo, acabei acostumando a viver com um povo educado e organizado o que nao existe muito por aqui...Tambem tem a questao de seguranca, nao da para fazer comparacoes entre o brasil e o japao, infelizmente.

Tenho ascendência japonesa, mas nasci e fui criado no Brasil. Para mim é muito gostoso ouvir o idioma português com o sotaque brasileiro. Adoro tomar café de manhã saboreando um pão francês. Curto a boa comida caseira composta por arroz, feijão, bife e salada. Aprecio uma boa música brasileira. O clima também é muito aprazível. 

 Passado o primeiro mês de euforia, depois de matar as saudades de casa, da comida da mãe, bate uma vontade de voltar para o Japão ao perceber que ainda tem muita coisa que precisa ser melhorada no Brasil a começar pela falta de segurança, falta de regras (falta de cumprir as regras na verdade).

Por que resolveu voltar ao Brasil?

Achei que estava muito tempo no Japão, era hora de voltar. Na verdade, nunca tive vontade de ir ao Japão, acredita? A minha vida sempre esteve aqui, no Brasil. Pais, irmãs, cachorros, amigos...

Na primeira vez eu retornei para fazer um curso superior. Fiz jornalismo. Na segunda vez a minha mãe estava com um tumor na cabeça e eu fiquei cuidando dela. Infelizmente ela morreu pouco tempo depois que retornei ao Brasil.

Antes de sair do Brasil, planejei ficar somente 3 anos no Japão. Era o tempo suficiente para estudar a cultura, a língua e quem sabe juntar uma grana para viajar. Quando completei os 3 anos (e passou voando), deu vontade de ficar um pouco mais, mas pensei na família, na carreira e decidi que tinha que vir para o Brasil sem alterar os planos iniciais.

 
"Eu adoeci e já não fazia mais sentido ficar longe da família, sentia muito a falta deles..."
Andreia Sakihara




O que mais pesou na decisão de voltar ou ficar?

O que pesou mesmo foi quando eu adoeci e já não fazia mais sentido ficar longe da família, sentia muito a falta deles. Não tinha mais como lutar contra a sensação de solidão do Japão, a falta de amigos/pessoas iguais a você, afinidades...

Na primeira vez foi a questão educacional, já que era um desejo latente progredir tanto culturalmente quanto financeiramente, pois o mercado de trabalho fecha as portas para quem não possui algum tipo de qualificação. Na segunda vez, foi por amor a minha mãe.

Perdi meu avô, (com quem passei a maior parte da minha infância) quando morava no Japão. Como foi de repente, não tive tempo de voltar para me despedir. Perdi aniversários, casamentos e outros momentos importantes na vida dos meus amigos e família. E a vontade de estar ligada novamente a esses momentos também pesaram bastante.



Você acha que você mudou em algo com a ida ao Japão? Que lições aprendeu?

Sim. Aprendi a dar muito mais valor à família, aos amigos, a educação e a respeitar a privacidade alheia.

Sim, aprendi a respeitar as diferentes culturas. Temos os nossos costumes, mas isso não quer dizer que eles são os melhores. Temos uma tendência de medir tudo pela nossa régua, de criticar costumes diferentes, mas é essa diversidade cultural que torna o mundo mais interessante.

Aprendi a aceitar, respeitar e lidar melhor com as diferenças. No Brasil tendemos a viver rodeados de pessoas que pensam e agem como nós. E esse grupo nos acompanha durante anos de nossa vida. Mas no Japão acabamos convivendo com muita gente que pensa e age de acordo com outros princípios, outras crenças e ouvi-las também é importante e me fez abrir os olhos para muitas coisas.
Sente falta de algo do Japão? O quê?

Sim. Dos amigos. Alguns deles sei que será um pouco difícil encontrá-los de novo. Também sinto falta da segurança, do atendimento ao cliente, do transporte, das lojas de conveniência, da culinária variada (Asiática, Europeia, Malasiana, etc) com um preço bem acessível.

Do sistema de transporte coletivo no Japão. Muito eficiente. Aqui no Brasil tudo é muito ruim nesse aspecto. Desde as informações, à comercialização dos bilhetes, o conforto dos coletivos e a lotação, que está sempre cheia.

Com certeza dos amigos que fiz lá. Também de pequenas coisas do dia a dia. Todos os dias me lembro de algo que sinto falta e que tinha acesso no Japão. Desde um bom lamen aos passeios para ver as árvores cheias de sakura.

Se pudesse escolher algo para ser importado do Japão para o Brasil, o que escolheria?

Restaurantes de shabu-shabu e yakiniku, as vending machines (máquinas automáticas de vendas), nikuman (apesar de ser chines...) e sem dúvida nenhuma, UMESHU

Seria o transporte coletivo japonês. Mas tirando isso, gostaria muito do sistema de tratamento do lixo japonês. Já fiz reportagens sobre os lixões aqui no Brasil e é um absurdo o que fazem aqui, aterrando tudo. 

Chocolate, sorvetes, quase todos os doces de lá e jidou hanbaiki (máquinas de vendas automáticas de bebidas, etc).


O que acha que o Brasil deveria aprender com o Japão?

A respeitar a privacidade do próximo. Dar mais valor a educação e cultura. Encarar as coisas mais profissionalmente. No Brasil tenho a impressão que tudo é tão amador.

A respeitar mais o dinheiro público. Em todas as esferas.

O comprometimento com que se propõem a cumprir os objetivos. Assim o Japão conseguiu reconstruir cidades totalmente devastadas por desastres naturais, traçam planos e os cumprem. Também o respeito pelo próximo, o valor da educação para o país.

O que acha que o Japão deveria aprender com o Brasil?

Deveriam ser mais flexíveis e extrovertidos. Encarar a vida sem muita rigidez e com um pouco mais de malícia.

A se divertir sem gastar dinheiro. A maioria dos passatempos no Japão exige dinheiro.

Valorizar a relação com a família. Mais flexibilidade na forma com que lidam com falhas, jogo de cintura (e não falo do jeitinho brasileiro). Talvez isso é que leve ao sucesso, mas também a frustração com erros me pareceu um tanto excessiva.

 
"É um lugar que DEFINITIVAMENTE vale a pena conhecer em qualquer estação do ano"
Priscila Ayumi

Que conselho daria aos leitores que sonham em um dia conhecer o Japão?

Preparem-se para ver o japonês de verdade porque os do Brasil são brasileiros! Vá com a mente aberta, pois é um mundo bem diferente. Não se esqueca de respeitar a cultura deles, porque afinal, você estará no país deles. Se não souber falar japonês, não se preocupe pois os japoneses fazem de tudo para te entender, mas se esforce para aprender. Não conviva somente com brasileiros, só assim vai realmente aprender a cultura japonesa. Além disso, o Japão é um país multicultural, existem pessoas de toda parte do mundo, é uma ótima oportunidade para conhecer outras culturas também. Não desistam desse sonho pq vale muito a pena conhecer o Japão!

Que não se prendam aos pontos turísticos tradicionais. Explorem o país, não tenham medo de experimentar comidas exóticas. Não vá para outro país para comer em McDonald´s. Que observem tudo, desde os gestuais, modo de falar, modo de andar até a maneira como todos se comportam nas escadas rolantes, nas ruas, dentro dos transportes coletivos. E abraços a todos os leitores do Muito Japão!

Que juntem dinheiro, pois fazer turismo por lá quase sempre sai caro, e façam as malas! É um lugar que DEFINITIVAMENTE vale a pena conhecer em qualquer estação do ano. Que visitem lugares “bem Japão” como Kyoto, Nara, Miyajima (Hiroshima), Hokkaido, lugares incríveis como Okinawa, lugares onde vivem muitos brasileiros como Hamamatsu (Shizuoka), Toyohashi (Aichi), façam compras em Tóquio, Yokohama, visitem casas de chás e definitivamente conversem com velhinhos e velhinhas japoneses.


12/10/2013

COMO FICA EM JAPONÊS ?

Você que não sabe japonês ou mesmo você que sabe ou está estudando, independente do seu nível, será que você nunca se fez essa pergunta ou mesmo foi perguntado por alguém ao ver uma marca famosa? Pois então fique atento! O MUITO JAPÃO vai matar a sua curiosidade e trazer periodicamente uma lista de marcas, logos, produtos mundialmente conhecidos e você vai ficar sabendo como eles são chamados no Japão e como eles são conhecidos pelos japoneses! Preparado!? Vamos lá então!


フェイスブック ・ FEISUBUKKU


ホットメール ・ HOTTOMEERU 


アウトルック ・ AUTORUKKU


ワッツアップ ・ WATTSUAPPU


ライン ・ RAIN 
(esquece "chuva". é "ra" como em "barata" e "in")



グーグル ・ GUUGURU


ヤフー ・ YAFUU



ヤフー ジャパン ・ YAFUU JAPAN (djapã)

ユーチューブ ・ YUUCHUUBU (iutchuubu)



インターネットエキスプローラー ・ INTAANETTOEKISUPUROORAA


クローム ・ KUROOMU



ファやーフォックス ・ FAYAAFOKKUSU

LINE: DESENHO ANIMADO EM JAPONÊS


Agora - finalmente! - o aplicativo LINE está chegando ao Brasil. No Japão, o aplicativo já tem quase que uma história. OK. Exagero. Mas já existe há bastante tempo! OK, desde 2011. Mas mesmo com tão pouco tempo de lançamento o número de usuários do LINE já ultrapassa a marca dos 230 milhões de usuários! Sendo que apenas 20% dos usuários são do país onde o LINE nasceu, Japão. Os demais 80% de usuários estão espalhados pelo mundo. Os maiores usuários são tailandeses, chineses e espanhóis. O LINE cresce cada vez mais! Isso, sem falar nos apps derivados que também estão se multiplicando. Já existem vários aplicaticos com o "selo" LINE! LINE camera, LINE cards、LINE "Weather" e muitos outros! Só o LINE games já somam mais de 20 jogos! Eu mesmo sou usuário do app - para ligações e chat - há anos! Recentemente baixei o LINE camera e só. Mas eu lembro até de quando eu jurava que no Brasil era famoso também e quando eu pedia o LINE da pessoa para me comunicar gratuitamente e da forma que eu já estava acostumado a fazer com meus amigos do Japão, as pessoas me olhavam com uma cara de interrogação daquelas do tipo "fala em português"...(rs). Mas finalmente ele chegou ao Brasil e está até com propaganda na TV! Talvez o que muitos brasileiros não saibam "ainda" é que o LINE tem até desenho animado! SIM! Para quem estuda japonês fica aí a dica: LINE OFFLINE!

É ótimo para treinar com figuras simples, episódios curtos e um toque de humor, nipônico, mas de humor.  Além disso você vai poder ver um pouco de como é o dia a dia em uma empresa japonesa com fatos muito próximos da vida diária no Japão. Também é uma ótima oportunidade para ver mais ou menos como é a disposição das mesas em uma empresa tipicamente japonesa, as relações de trabalho, a hierarquia entre os personagens e tudo isso, traduzido na língua em que falam os personagens do próprio aplicativo LINE, já que o desenho é todo falado em japonês! A melhor parte é que muitos episódios estão disponíveis gratuitamente no youtube! Veja abaixo um dos episódios e depois você mesmo pode buscar pelos outros! 



SEPARAÇÃO NO CASAMENTO

Dia desses estava contando para alunos e colegas de trabalho que dentre as inúmeras diferenças do casamento japonês não é nem o fato de os convidados terem que levar um envelope com dinheiro para festa - que diga-se de passagem devem ser notas novas e sem marca de dobras - mas acho que para nós brassileiros é o fato de por exemplo apenas o marido ou apenas a esposa de um casal ser convidado!! Isso mesmo! Explico: se você é casado com uma japonesa e a amiga dela irá se casar, não se espante se no convite vier apenas o nome DELA! Isto é per-fei-ta-men-te aceitável no Japão! Em português claro quer dizer que mesmo você sendo casado, a amiga pode convidar SOMENTE um dos dois. Traduzindo ainda mais: você, mesmo sendo marido, casado no papel e vivendo com sua mulher, NÃO ESTÁ CONVIDADO para o casamento! Pois amigo, não adianta protestar! Todo japonês sabe que isso acontece nas melhores famílias! E nem adianta ir viu! Chegar lá você não verá seu nomezinho gravado numa plaquinha na mesa na qual já estão estabelecidos até os lugares onde cada um irá se sentar! É Japão! É Fantástic...ops, É MUITO JAPÃO

E pensar que no Brasil até um ficante vai junto...