
Quem me conhece, sabe que escolhi estudar a língua japonesa por gostar de idiomas e, no início, por mera curiosidade. Não foi pelos motivos que a maiora das pessoas pensam. Não foi porque eu gostava de animação japonesa. Não foi porque eu tinha uma namorada japonesa. Não foi por causa dos mangás. Não foi porque eu gostava de robótica. E muito menos, por causa da minha família....até pq acho que minha avó teria ficado mais feliz se eu tivesse aprendido italiano mesmo. Mas enfim, eu sempre gostei de idiomas e quando vi um livro escrito em japonês, foi quando me acendeu uma luz e decidir aprender, para ver qual era a do idioma. E gosto muito de estudar japonês até hoje.

Apesar disso, nunca me considerei um maníaco. Maníaco? Sim! Quando se fala maníaco em japonês é aquele cara que só estuda as curiosidades do idioma e coisas que no dia-a-dia, nem os próprios nativos sabem e nem fazem questão de saber e continuam vivendo normalmente sem saber. Um exemplo clássico é aquele cara que faz questão de estudar ideogramas com muitos traços e que ninguém escreve normalmente. O cara se gaba por saber escrever em ideograma “chuucho” (hesitação) ou de “bara” (rosa) ou ainda “yuuutsu” (depressão).

Se for mais maníaco ainda, ele estudou e sabe escrever ideogramas que até existem, mas normalmente não são usados no dia-a dia, como os de “wasabi” (raiz forte) ou “noren” (cortina comum na entrada de restaurantes).

Saber não é o problema. Acho até interessante. Aliás eu me amarro nos programas de quiz em que questões como estas são de praxe. Mas o maníaco que se preza, ele não se contenta em simplesmente saber ler quando precisar ler – que é o que a maioria faz! Ele desafia os outros (inclusive nativos) e ainda se gaba por ele saber escrever. Esse é o verdadeiro maníaco! Outro tipo bem comum é aquele que faz perguntas cujas respostas sabe-se lá onde e quando ele vai precisar usar. Lembro que quando eu estava ensinando a contagem em japonês – para quem não sabe, a maneira de contar depende do objeto que se está contando – e um aluno levanta a mão e pergunta: Como que conta “parlamento” ? Sem comentários...
Mas hoje li sobre um livro que conta um pouco desse tipo de estudante de japonês. Pelo que me pareceu, o livro não chega a satirizar, mas mostra os diversas perguntas que um estrangeiro faz a um japonês e que muitas vezes, nem mesmo o nativo sabe a resposta. Ao mesmo tempo o livro serve como uma “redescoberta” do próprio idioma japonês por parte dos japoneses. O livro se chama 日本人の知らない日本語, algo como A Língua Japonesa Desconhecida Pelos Próprios Japoneses. Eu li sobre o livro e agora estou louco para comprá-lo. A editora é a mesma do famosíssimo best seller ダーリングは外国人・Darling wa Gaikokujin (Meu Amor é Estrangeiro, na tradução livre). O livro é em quadrinhos e me parece ser bem cômico. Pelos títulos dos capítulos parece ser bem interessante também. "Perguntas simples, mas super difíceis, feitas por estrangeiros", "Isto não se usa em japonês", "Ah! Então era Assim!", "Linguagem Polida, mas Errada" são alguns exemplos.
No site do amazon.co.jp, onde o livro já está disponível, é possível ler algumas páginas. Muito engraçadas (Japanese Only). A história em quadrinho que ilustra a contra-capa mostra bem o espírito do livro e revela que nem sempre o fato de ser nativo significa ser profundo conhecedor e excelente professor da seu próprio idioma!
Tradução :
Na Aula de Japonês
1. Ué? Estranho Kim...suas notas sempre foram excelentes.
2. Você teve muitos erros. Aconteceu alguma coisa?
3. %$#¨$%$ ...
4. - Foi um amigo japonês que fez tudo para mim!
- Traga esse sujeito aqui!



Pois bem, se você respondeu 12, você não é japonês (... e sabe discernir as coisas, não tem preguiça de pensar... e por aí vai) !! EXPLICO: Aqui no Japão há um modo único de se escrever os números e NÃO SÃO raras as vezes em que é pedido para que se escreva CONFORME a regra !!! Quem nunca veio ao Japão, mas já prestou exame de proficiência deve saber bem disso! Por se tratar de um formulário japonês, há em uma das folhas do formulário um quadro com exemplo de como devem ser escritos cada numeral!!! É verdade!! A foto em seguida mostra a maneira mais correta - e a que eles aceitam - para escrever os números aqui no Japão. Nada de base no UM, nada de DOIS de patinho...nada!Nada!Nada!Esquece! Esquece!

Mas tenho o costume de ler O Globo Online também, e foi aí que tive a comprovação do que eu já estava suspeitando. As brasileiras haviam vencido as japonesas aqui no Japão por 3 sets a 1 !!! Brasil sil sil !!! Mas é interessante assistir à uma partida como essa, transmitida pela tevê do adversário. A parte ruim aqui do Japão é que se o Brasil joga com a Rússia, , por exemplo, normalmente não é transmitido, e nós brasileiros - e russos tbm -simplemente ficamos na vontade e à espera do resultado. Felizmente, o Japão estava na final e com isso eles transmitiram a partida. No caso do vôlei, esporte em que o Brasil se destaca, os japoneses respeitam muito a seleção brasileira.
Parabéns Meninas!! Parabéns Equipe Técnica!! Parabéns BRASIL!!!












Este ano o evento já está com data marcada. Dias 5 e 6 de setembro. Para este ano, foram convidados a banda Jammil e Uma Noites e o apresentador Serginho Groisman. A programação do evento deste ano você confere do site oficial do evento, disponível em português e japonês! Clique 





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