13/10/2013

ESPECIAL: ELES VOLTARAM !

Ir ao Japão. Para alguns pode ter um significado todo especial. Para outros, ainda não passa de um sonho a ser realizado algum dia quem sabe. Sonho este que requer decisões firmes, mudanças de planos, dinheiro e coragem muitas vezes. Mas na contramão de quem sonha em um dia ir ao Japão, estão brasileiros que, igualmente, por um motivo ou por outro, tiveram a oportunidade de não apenas pisar em solo japonês, mas também puderam morar, trabalhar  e  viver no país.

Hoje, iremos conhecer três deles. Três brasileiros corajosos que moravam no Japão e hoje vivem no Brasil, país onde nasceram, porque assim como um dia decidiram largar tudo no para viverem no Japão, agora a decisão foi de fazer o caminho inverso. Decisões, planos, dinheiro e coragem foi o que eles tiveram para mudar de vida do lado oposto do planeta.

Mas afinal, o que leva uma pessoa a deixar o Japão para morar no Brasil? Por que sair de um país de primeiro mundo, seguro e moderno para morar no Brasil novamente? Por que largar tudo no Japão, as lojas de conveniências - realmente 24 horas e realmente convenientes -, os serviços básicos e atendimento de primeira qualidade e voltar ao país onde há tanta gente que quer ir ao Japão e ainda nem sabe como? 

Estas e outras perguntas que você deve estar se fazendo neste momento, nossos convidados Andrea Sakihara, Vitor Ogawa e Priscila Ayumi, tentarão responder, ou melhor, darão eles suas próprias versões da história de cada um que os trouxeram de volta à terra natal, não de seus avós, mas desta vez, deles mesmos.


Quando esteve no Japão?

Andreia Sakihara: Estive no Japão duas vezes. A primeira foi em 2005 até 2008 e a segunda foi em 2010.

Vitor Ogawa: Estive no Japão em duas oportunidades. Entre o início de 1993 e final de 1996 e entre outubro de 2006 e meados de 2007.  

Priscila Ayumi: Em 2000 por 3 meses, em 2006 por 8 meses e entre 2007 e 2010.

Por que foi para o Japão?

Antes do Japão estive na Austrália estudando por 2 anos e com isso fiz algumas “dívidas”. Assim, resolvi ir para o Japão, procurar um trabalho e poder pagar a dívida (já estava ali do lado mesmo :) ) A intenção era de ficar no Japão por 1 ano no máximo, mas acabei ficando, ficando e voltando (risos)

Na primeira vez foi para trabalhar em uma fábrica de autopeças. Minha família estava endividada em função dos inúmeros planos econômicos que descapitalizaram o supermercado da família. Tínhamos uma dívida de US$ 700 mil dólares. Felizmente conseguimos saldá-la. Na segunda vez foi para trabalhar no jornal International Press, um jornal impresso no Japão voltado para a comunidade latina no Japão.

Em 2000 para um arubaito (trabalho temporário) de final de ano e para conhecer o Japão durante as férias da faculdade no Brasil. Em 2006, para participar de um programa de estágio da província de Ehime e depois em 2007 para trabalhar.

Que tipo de trabalho exerceu?

Das duas vezes trabalhei na mesma empresa, na área de telecomunicações. A primeira trabalhei como system planner em VoIp, era responsável pelo contato entre a empresa do Japão com o nosso desenvolvedor no Brasil. A segunda fui arubaito na área de suporte da rede interna de informática da empresa.

Eu fazia barras de proteção lateral das portas e as colunas de direção dos carros da Toyota.

Trabalhei com veículos de comunicação voltados para comunidade brasileira que vive no Japão.

O que mais te surpreendeu quando chegou ao Japão?

A educação das pessoas e como tudo funciona tão corretamente.

A limpeza das ruas. Achei tudo muito limpo em relação ao Brasil.  É impressionante a disciplina das pessoas para jogar o lixo em seus devidos lugares. Na época não se falava tanto em reciclagem ou separação de lixo no Brasil. Só depois que isso passou a ser realidade no Brasil.
O primeiro choque foi o frio, logo ao sair do aeroporto. Não achava que era possível sentir tanto frio! Depois foi a rigidez e disciplina no trabalho da fábrica e em seguida a língua “estranha”. Frequentei escolas japonesas no Brasil e em casa sempre falamos japonês e português misturado, mas eu não entendia quase nada do que me perguntavam nas lojas. Tive que “reaprender” o japonês e esquecer o “bachan-go” (a língua que minha avó falava).

O que mais gostou?

Do "customer service". Em nenhum lugar do mundo existe um atendimento tão bom e eficaz como no Japão.

Em relação à personalidade dos japoneses, gostei da educação. (Se bem que em algumas situações em que eles eram educados demais, soavam falsos).  Em relação à estética, gostei da integração do antigo e do novo no Japão. Do tradicional com a vanguarda. 

Adorei comer “comida japonesa de verdade”, a eficiência do transporte público, a limpeza das ruas, a sensação de segurança, tradições culturais mantidas nas cidades interioranas, a modernidade das grandes cidades como Tóquio, a preparação do locais turísticos para receber visitantes, etc.

 O que menos gostou?

(risos) Essa pergunta é fácil! Do calor! Eu odiava o verão do Japão, um calor infernal!!

Entre as características que menos gostei da personalidade dos japoneses foi a inflexibilidade diante de coisas triviais. Certa vez fui a um restaurante brasileiro com o meu pai e fizemos a refeição lá. Mas depois de pagarmos, um brasileiro avisou que haveria um show de samba e sugeriu que ficássemos. Resolvemos ficar e quando começou o show uma garçonete perguntou o que queríamos comer. Falamos que tínhamos acabado de comer naquele mesmo restaurante e que só iríamos assistir ao show. Ela não permitiu, porque a mesa era destinada a quem estivesse consumindo. Pedimos dois chopes, mas ela disse que não era suficiente, pois precisávamos fazer a refeição. Reforçamos que tínhamos acabado de pagar pela refeição que fizemos naquele estabelecimento. Acabamos não assistindo ao show. No quesito estética, eu acho que o planejamento gráfico de jornais, revistas e publicidade são bem poluídos e isso se extende para a disposição de produtos nas lojas e para as casas de jogos, que tocam aquelas músicas barulhentas à beça.

De saber que a imagem dos brasileiros em alguns locais do Japão não era boa, gerando preconceito de ambas as partes. Do atendimento rápido e “frio” das poucas experiências que tive em atendimentos nos hospitais japoneses.


Quando regressou ao Brasil?

Em maio de 2012.

Na primeira vez regressei em dezembro de 1996. Na segunda vez foi em meados de 2007.

Em dezembro de 2010.

"Você pode sair do Brasil,
mas o Brasil não sai de você"
Vitor Ogawa 


Foi dificil se readaptar?

Um pouco...

Se acostumar com a casa da gente é muito mais fácil e rápido. Você pode sair do Brasil, mas o Brasil não sai de você. 

Não fiquei tanto tempo assim no Japão, mas, um pouco sim... 

Por quê?

Morando no Japao por algum tempo, acabei acostumando a viver com um povo educado e organizado o que nao existe muito por aqui...Tambem tem a questao de seguranca, nao da para fazer comparacoes entre o brasil e o japao, infelizmente.

Tenho ascendência japonesa, mas nasci e fui criado no Brasil. Para mim é muito gostoso ouvir o idioma português com o sotaque brasileiro. Adoro tomar café de manhã saboreando um pão francês. Curto a boa comida caseira composta por arroz, feijão, bife e salada. Aprecio uma boa música brasileira. O clima também é muito aprazível. 

 Passado o primeiro mês de euforia, depois de matar as saudades de casa, da comida da mãe, bate uma vontade de voltar para o Japão ao perceber que ainda tem muita coisa que precisa ser melhorada no Brasil a começar pela falta de segurança, falta de regras (falta de cumprir as regras na verdade).

Por que resolveu voltar ao Brasil?

Achei que estava muito tempo no Japão, era hora de voltar. Na verdade, nunca tive vontade de ir ao Japão, acredita? A minha vida sempre esteve aqui, no Brasil. Pais, irmãs, cachorros, amigos...

Na primeira vez eu retornei para fazer um curso superior. Fiz jornalismo. Na segunda vez a minha mãe estava com um tumor na cabeça e eu fiquei cuidando dela. Infelizmente ela morreu pouco tempo depois que retornei ao Brasil.

Antes de sair do Brasil, planejei ficar somente 3 anos no Japão. Era o tempo suficiente para estudar a cultura, a língua e quem sabe juntar uma grana para viajar. Quando completei os 3 anos (e passou voando), deu vontade de ficar um pouco mais, mas pensei na família, na carreira e decidi que tinha que vir para o Brasil sem alterar os planos iniciais.

 
"Eu adoeci e já não fazia mais sentido ficar longe da família, sentia muito a falta deles..."
Andreia Sakihara




O que mais pesou na decisão de voltar ou ficar?

O que pesou mesmo foi quando eu adoeci e já não fazia mais sentido ficar longe da família, sentia muito a falta deles. Não tinha mais como lutar contra a sensação de solidão do Japão, a falta de amigos/pessoas iguais a você, afinidades...

Na primeira vez foi a questão educacional, já que era um desejo latente progredir tanto culturalmente quanto financeiramente, pois o mercado de trabalho fecha as portas para quem não possui algum tipo de qualificação. Na segunda vez, foi por amor a minha mãe.

Perdi meu avô, (com quem passei a maior parte da minha infância) quando morava no Japão. Como foi de repente, não tive tempo de voltar para me despedir. Perdi aniversários, casamentos e outros momentos importantes na vida dos meus amigos e família. E a vontade de estar ligada novamente a esses momentos também pesaram bastante.



Você acha que você mudou em algo com a ida ao Japão? Que lições aprendeu?

Sim. Aprendi a dar muito mais valor à família, aos amigos, a educação e a respeitar a privacidade alheia.

Sim, aprendi a respeitar as diferentes culturas. Temos os nossos costumes, mas isso não quer dizer que eles são os melhores. Temos uma tendência de medir tudo pela nossa régua, de criticar costumes diferentes, mas é essa diversidade cultural que torna o mundo mais interessante.

Aprendi a aceitar, respeitar e lidar melhor com as diferenças. No Brasil tendemos a viver rodeados de pessoas que pensam e agem como nós. E esse grupo nos acompanha durante anos de nossa vida. Mas no Japão acabamos convivendo com muita gente que pensa e age de acordo com outros princípios, outras crenças e ouvi-las também é importante e me fez abrir os olhos para muitas coisas.
Sente falta de algo do Japão? O quê?

Sim. Dos amigos. Alguns deles sei que será um pouco difícil encontrá-los de novo. Também sinto falta da segurança, do atendimento ao cliente, do transporte, das lojas de conveniência, da culinária variada (Asiática, Europeia, Malasiana, etc) com um preço bem acessível.

Do sistema de transporte coletivo no Japão. Muito eficiente. Aqui no Brasil tudo é muito ruim nesse aspecto. Desde as informações, à comercialização dos bilhetes, o conforto dos coletivos e a lotação, que está sempre cheia.

Com certeza dos amigos que fiz lá. Também de pequenas coisas do dia a dia. Todos os dias me lembro de algo que sinto falta e que tinha acesso no Japão. Desde um bom lamen aos passeios para ver as árvores cheias de sakura.

Se pudesse escolher algo para ser importado do Japão para o Brasil, o que escolheria?

Restaurantes de shabu-shabu e yakiniku, as vending machines (máquinas automáticas de vendas), nikuman (apesar de ser chines...) e sem dúvida nenhuma, UMESHU

Seria o transporte coletivo japonês. Mas tirando isso, gostaria muito do sistema de tratamento do lixo japonês. Já fiz reportagens sobre os lixões aqui no Brasil e é um absurdo o que fazem aqui, aterrando tudo. 

Chocolate, sorvetes, quase todos os doces de lá e jidou hanbaiki (máquinas de vendas automáticas de bebidas, etc).


O que acha que o Brasil deveria aprender com o Japão?

A respeitar a privacidade do próximo. Dar mais valor a educação e cultura. Encarar as coisas mais profissionalmente. No Brasil tenho a impressão que tudo é tão amador.

A respeitar mais o dinheiro público. Em todas as esferas.

O comprometimento com que se propõem a cumprir os objetivos. Assim o Japão conseguiu reconstruir cidades totalmente devastadas por desastres naturais, traçam planos e os cumprem. Também o respeito pelo próximo, o valor da educação para o país.

O que acha que o Japão deveria aprender com o Brasil?

Deveriam ser mais flexíveis e extrovertidos. Encarar a vida sem muita rigidez e com um pouco mais de malícia.

A se divertir sem gastar dinheiro. A maioria dos passatempos no Japão exige dinheiro.

Valorizar a relação com a família. Mais flexibilidade na forma com que lidam com falhas, jogo de cintura (e não falo do jeitinho brasileiro). Talvez isso é que leve ao sucesso, mas também a frustração com erros me pareceu um tanto excessiva.

 
"É um lugar que DEFINITIVAMENTE vale a pena conhecer em qualquer estação do ano"
Priscila Ayumi

Que conselho daria aos leitores que sonham em um dia conhecer o Japão?

Preparem-se para ver o japonês de verdade porque os do Brasil são brasileiros! Vá com a mente aberta, pois é um mundo bem diferente. Não se esqueca de respeitar a cultura deles, porque afinal, você estará no país deles. Se não souber falar japonês, não se preocupe pois os japoneses fazem de tudo para te entender, mas se esforce para aprender. Não conviva somente com brasileiros, só assim vai realmente aprender a cultura japonesa. Além disso, o Japão é um país multicultural, existem pessoas de toda parte do mundo, é uma ótima oportunidade para conhecer outras culturas também. Não desistam desse sonho pq vale muito a pena conhecer o Japão!

Que não se prendam aos pontos turísticos tradicionais. Explorem o país, não tenham medo de experimentar comidas exóticas. Não vá para outro país para comer em McDonald´s. Que observem tudo, desde os gestuais, modo de falar, modo de andar até a maneira como todos se comportam nas escadas rolantes, nas ruas, dentro dos transportes coletivos. E abraços a todos os leitores do Muito Japão!

Que juntem dinheiro, pois fazer turismo por lá quase sempre sai caro, e façam as malas! É um lugar que DEFINITIVAMENTE vale a pena conhecer em qualquer estação do ano. Que visitem lugares “bem Japão” como Kyoto, Nara, Miyajima (Hiroshima), Hokkaido, lugares incríveis como Okinawa, lugares onde vivem muitos brasileiros como Hamamatsu (Shizuoka), Toyohashi (Aichi), façam compras em Tóquio, Yokohama, visitem casas de chás e definitivamente conversem com velhinhos e velhinhas japoneses.


12/10/2013

COMO FICA EM JAPONÊS ?

Você que não sabe japonês ou mesmo você que sabe ou está estudando, independente do seu nível, será que você nunca se fez essa pergunta ou mesmo foi perguntado por alguém ao ver uma marca famosa? Pois então fique atento! O MUITO JAPÃO vai matar a sua curiosidade e trazer periodicamente uma lista de marcas, logos, produtos mundialmente conhecidos e você vai ficar sabendo como eles são chamados no Japão e como eles são conhecidos pelos japoneses! Preparado!? Vamos lá então!


フェイスブック ・ FEISUBUKKU


ホットメール ・ HOTTOMEERU 


アウトルック ・ AUTORUKKU


ワッツアップ ・ WATTSUAPPU


ライン ・ RAIN 
(esquece "chuva". é "ra" como em "barata" e "in")



グーグル ・ GUUGURU


ヤフー ・ YAFUU



ヤフー ジャパン ・ YAFUU JAPAN (djapã)

ユーチューブ ・ YUUCHUUBU (iutchuubu)



インターネットエキスプローラー ・ INTAANETTOEKISUPUROORAA


クローム ・ KUROOMU



ファやーフォックス ・ FAYAAFOKKUSU

LINE: DESENHO ANIMADO EM JAPONÊS


Agora - finalmente! - o aplicativo LINE está chegando ao Brasil. No Japão, o aplicativo já tem quase que uma história. OK. Exagero. Mas já existe há bastante tempo! OK, desde 2011. Mas mesmo com tão pouco tempo de lançamento o número de usuários do LINE já ultrapassa a marca dos 230 milhões de usuários! Sendo que apenas 20% dos usuários são do país onde o LINE nasceu, Japão. Os demais 80% de usuários estão espalhados pelo mundo. Os maiores usuários são tailandeses, chineses e espanhóis. O LINE cresce cada vez mais! Isso, sem falar nos apps derivados que também estão se multiplicando. Já existem vários aplicaticos com o "selo" LINE! LINE camera, LINE cards、LINE "Weather" e muitos outros! Só o LINE games já somam mais de 20 jogos! Eu mesmo sou usuário do app - para ligações e chat - há anos! Recentemente baixei o LINE camera e só. Mas eu lembro até de quando eu jurava que no Brasil era famoso também e quando eu pedia o LINE da pessoa para me comunicar gratuitamente e da forma que eu já estava acostumado a fazer com meus amigos do Japão, as pessoas me olhavam com uma cara de interrogação daquelas do tipo "fala em português"...(rs). Mas finalmente ele chegou ao Brasil e está até com propaganda na TV! Talvez o que muitos brasileiros não saibam "ainda" é que o LINE tem até desenho animado! SIM! Para quem estuda japonês fica aí a dica: LINE OFFLINE!

É ótimo para treinar com figuras simples, episódios curtos e um toque de humor, nipônico, mas de humor.  Além disso você vai poder ver um pouco de como é o dia a dia em uma empresa japonesa com fatos muito próximos da vida diária no Japão. Também é uma ótima oportunidade para ver mais ou menos como é a disposição das mesas em uma empresa tipicamente japonesa, as relações de trabalho, a hierarquia entre os personagens e tudo isso, traduzido na língua em que falam os personagens do próprio aplicativo LINE, já que o desenho é todo falado em japonês! A melhor parte é que muitos episódios estão disponíveis gratuitamente no youtube! Veja abaixo um dos episódios e depois você mesmo pode buscar pelos outros! 



SEPARAÇÃO NO CASAMENTO

Dia desses estava contando para alunos e colegas de trabalho que dentre as inúmeras diferenças do casamento japonês não é nem o fato de os convidados terem que levar um envelope com dinheiro para festa - que diga-se de passagem devem ser notas novas e sem marca de dobras - mas acho que para nós brassileiros é o fato de por exemplo apenas o marido ou apenas a esposa de um casal ser convidado!! Isso mesmo! Explico: se você é casado com uma japonesa e a amiga dela irá se casar, não se espante se no convite vier apenas o nome DELA! Isto é per-fei-ta-men-te aceitável no Japão! Em português claro quer dizer que mesmo você sendo casado, a amiga pode convidar SOMENTE um dos dois. Traduzindo ainda mais: você, mesmo sendo marido, casado no papel e vivendo com sua mulher, NÃO ESTÁ CONVIDADO para o casamento! Pois amigo, não adianta protestar! Todo japonês sabe que isso acontece nas melhores famílias! E nem adianta ir viu! Chegar lá você não verá seu nomezinho gravado numa plaquinha na mesa na qual já estão estabelecidos até os lugares onde cada um irá se sentar! É Japão! É Fantástic...ops, É MUITO JAPÃO

E pensar que no Brasil até um ficante vai junto...

23/09/2013

CADARÇO DE LED PARA CORRIDAS NOTURNAS

Essa eu li hoje no Asahi Digital ! Bom, também não curto muito publicar artigos de produtos que nem mesmo os japoneses sabem que existe, embora muitas vezes sejam publicadas coisas como se no Japão fosse a coisa mais comum. Mas esses tênis com cadarço de LED para corridas noturnas foi demais! Não. Não é comum no Japão. Apenas achei bem maneiro e acho que o mais Muito Japão dessa história é que não duvido nada que vá vender bem em um país onde o consumidor em geral adora coisas diferentes! O tênis tem cadarço de LED que acende no escuro para a segurança do corredor! Como se não bastasse, segundo a matéria sobre o produto, ao apertar o botão localizado no centro do tênis, as luzes podem piscar ou permanecerem acesas! Acho que teriam vendido bastante desse tênis no Rock in Rio, mais precisamente, para o público que foi ao show da Beyoncé...



NOVO IPHONE 5S NO JAPÃO


Quem acompanha o Muito Japão por um certo tempo, sabe que uma das premissas é não postar coisas sobre o Japão que todos verão ou viram na mídia em geral ou já estão carecas de saber ou ainda faz parte do estereótipo do país. Mas acho que mostrar como foram o início das vendas do novo iphone nas três maiores operadoras do Japão - NTT DOCOMO, Softbank e au (lê-se ei iu) - seria um vídeo interessante de mostrar. Preste bem atenção e veja quantos pontos Muito Japão você conseguirá identificar! aqui vão umas dicas...

1. A operadora NTT DOCOMO começou a vender o iphone somente AGORA! Isso porque no Japão ainda funciona como era antigamente no Brasil quando cada operadora tinha seus próprios aparelhos de celular. No Japão ainda é assim! O que quer dizer que você só pode comprar aparelhos de celular que a sua operadora vende e se você gostou do modelo da outra operadora, problema é seu. Se gostou mesmo, terá que fazer a portabilidade! Os usuários da NTT DOCOMO tiveram que esperar até agora para adquirirem um iphone porque até agora, a operadora não comercializava o produto da Apple.

2. Contagem regressiva é feita fechando a mão, dedo por dedo! Os japoneses costumam contar com os dedos da mão extamente como nós fazemos, mas a grande diferença é que eles fecham a mão dedo por dedo e começam como o polegar!

3. Aperto de mão é feito junto com a reverência! Não vejo realmente o porquê, mas é cada vez mais comum, mesmo entre japoneses vermos esse tipo de cumprimento tipicamente japonês, porém, com um toque de ocidentalização.

TERMINA AGORA DIA 26/9...

...a promoção do Mac Donalds Japan: COMPRE 1 (Mac Fish ou Double Cheeseburguer) e LEVE 2 (Mac Fish ou Double Cheeseburguer)!!


NO JAPÃO NÃO SE USA CARTÃO DE DÉBITO?!

57% dos brasileiros utilizam meios eletrônicos de pagamento em vez de dinheiro



Calma. Não vou escrever um post sobre o Brasil aqui no Muito Japão, mas precisava compartilhar com vocês leitores que achei muito interessante o fato de no Brasil estar se usando muito as máquinas que obrigam os lojistas a nos fazer a pergunta crucial de "Débito ou Crédito?". Isto porque no Japão, não há máquinas de débito e crédito. Quando eu conto isso, algumas pessoas não acreditam! Bom, talvez eu não deveria dizer que não há com tanta categoria, mas a verdade é que não se vê esse tipo de pagamento no Japão de hoje! A maioria ainda paga com dinheiro. O que não significa que não haja e-money. Cartões recarregáveis com dinheiro e até celulares igualmente recarregáveis, já existem, mas, porém, contudo, todavia e entretanto, eu arriscaria até dizer que 80% dos pagamentos em lojas e restaurantes são feitos com dinheiro vivo. Para complementar, aí vai uma reprodução de parte da matéria que li sobre pagamentos por meios eletrônicos.

MUNDO

O relatório mostra que a Bélgica é o país com maior quantia dos consumidores (93%) que realizam pagamentos por meios eletrônicos, seguida da França (92%), Canadá (90%), Reino unido (89%), Suécia (89%), Austrália (86%), Holanda (85%) e Estados Unidos (80%). Já a Indonésia (31%), Rússia (31%) e Egito (7%) acabam de iniciar o processo de substituição do uso do dinheiro vivo. Assim como o Brasil, a Polônia (41%) e a África do Sul (43%) já estão em fase de transição, e estão migrando rapidamente para o pagamento eletrônico.

WAKU WAKU JAPANESE - LIÇÃO 9

Voltamos com as aulinhas maneirinhas da professora gatinha! Hoje, "Konomi Sensei" irá ensinar como dizer EU GOSTO e NÃO GOSTO de alguma coisa! Divirtam-se!

O RIO DE JANEIRO EM ANÚNCIO DO JAPÃO!

O verão já deu adeus ao Japão este ano, mas os japoneses têm até o dia 30 de setembro para concorrer a uma passagem ao Rio de Janeiro para curtir o verão do Brasil do ano que vem! A promoção é de uma das bebidas vendidas no Japão que usa a imagem dos latinos para vender o chá, chamado de "Chá Mate do Sol", que não tem nada de chá mate como o do sul e muito menos do mate leão, mas enfim... As propagandas são sempre muito animadas e como, em geral, para os japoneses, os latinos "são tudo igual", as propagandas trazem sempre uma miscelânea de danças, roupas, eventos e rostos. Desta última, vou confessar, gostei muito de ver o carnaval da minha cidade natal representado pelo desfile das escolas de samba na Sapucaí! Fiquem agora com o comercial da promoção! Mais detalhes - inclusive com o itinerário da viagem - você encontra no site oficial da promoção. Clique AQUI para acessar! 


Vale lembrar que somente podem participar pessoas que vivem no Japão. Aliás, lendo o regulamento da promoção no site do produto, adorei um item em especial! Fora aqueles de praxe como "não podem participar funcionários ou parentes" e " não nos responsabilizamos por acidentes causados" etc etc...adorei o primeiro item publicado no regulamento que está no website - e você precisa de conexão de internet para acessar o site e o regulamento - mas a regra é clara!  "O valor referente a conexão de internet bem como a provedora são de responsabilidade do cliente". Adorei! (rs)  

06/09/2013

MORAR NO JAPÃO É...

...receber um email com propaganda com artigos para se proteger de catástrofes. 

Imagina que um dia você fez compras pelo site de uma Lojas Americanas da vida e que, por isso, periodicamente, você recebe emails com promoções de artigos em liquidação, novidades, avisos de descontos etc. Os emails trazem normalmente, fotos de eletrodomésticos, livros, DVD e máquinas fotográficas com preços atrativos e por aí vai. De repente, no mesmo tipo de email, com o mesmo "subject", você recebe um email com a mesma "cara" de "produtos da nossa loja para você consumidor" com fotos, detalhes e preços de produtos para se proteger de um terremoto.






Talvez para brasileiros que nunca viveram no Japão, este tipo de email pode causar um certo estranhamento e até mesmo um mal-estar. Mas a verdade é que no Japão essa coisa de terremoto que está por vir, entre outras catátrofes iminentes, faz parte da vida diária de quem vive no país. 

Vira e mexe, seja na mídia japonesa ou na mídia estrangeira, são publicadas matérias deste tipo, que alertam para um possível forte terremoto, matérias que falam sobre quem está e quem não está preparado com o kit terremoto (foto 3), matérias sobre produtos que são fabricados em latas e com validades extendidas por longos anos para servirem de mantimentos de emergência etc. 


Isso sem falar que crianças de creches e escolas fazem testes de simulação de terremotos, empresas fazem o mesmo teste, tanto para terromoto, quanto para evacuação em caso de incêndio ou tsunami. Há simulações de terremotos até em eventos - que eram para ser animados! 

O mais, digamos, "curioso", foi ver que até nas festas juninas com grande participação de estrangeiros e moradores locais, os bombeiros japoneses se mobilizam para explicar e fazer testes de simulação de terremoto! Em plena festa junina! É uma mistura de confraternização e intercâmbio que, no caso das festas juninas com simuladores de terremotos, deixa de ser apenas cultural e passa a ser algo como intercâmbio de vivência e conhecimento em relação à grandes catástrofes que para os japoneses já está mais do que enraizado.

FOTOS:

1. uma espécie de mochila para armazenar e transportar água
2. luz de emergência que com um blecaute se acende automaticamente
3. barras para fixar estantes para evitar que se caiam
4. kit terremoto com primeiros socorro, lanterna, mantimentos etc.

05/09/2013

ASAKUSA SAMBA: O CARNAVAL DO JAPÃO


Muita gente me pergunta se no Japão tem carnaval. A resposta é sim. Claro que não na mesma proporção que no Brasil, mas tem. O desfile de carnaval de Asakusa, em Tóquio é o mais famoso. Aliás, o desfile é realizado no Japão, nada mais nada menos do que desde 1976! Este ano, o carnaval japonês foi realizado no último final de semana, dia 31 de agosto. "Asakusa Sanba Kaanibaru". É assim que é chamado o maior evento de carnaval do Japão, da Ásia ou, como eles divulgam no site oficial do evento, "o maior carnaval do hemisfério norte". O desfile, no bairro de toquiota de Asakusa - daí o nome -,  é realizado em via pública que é bloqueada temporariamente para o evento e passa bem em frente a um dos pontos turísticos mais conhecidos do Japão, o Kaminarimon (foto).  


Como sempre, o desfile deste ano atraiu milhares de pessoas entre japoneses de diversas idades, fãs e não-fãs do Brasil, conhecedores e não-conhecedores da cultura do Brasil e estrangeiros em geral, entre residentes e turistas. Para quem não conhece o carnaval do Rio, pode até pensar que está vendo a réplica do outro lado do mundo, mas há algumas diferenças e até pontos que eu chamaria de "Muito Japão".

Lembro que quando fui assistir ao desfile pela primeira vez, eu não consegui ver muita coisa. Primeiro porque cheguei em um horário, digamos, normal, mas muita gente chega bem, mas bem mais cedo para marcar lugar. Principalmente os fotógrafos amadores que armam seus tripés, escadinhas e se posicionam de tal forma que dali não movem uma palha até o fim do desfile. Como se não bastasse a parede que eles formam, uma multidão, de pé, completa o paredão e, dependendo da hora em que você chega ao evento, a parede está tão espessa que já não é possível ver mais nada. A saída é ficar no ponto de partida ou na "área da dispersão". Esqueci de falar que apesar de o desfile passar por uma rua bloqueada exclusivamente para o evento, não é armado nenhum tipo de arquibancada, como era feito no Rio, antes da construção da Apoteose. Aliás me chamou a atenção o fato de que quando a última escola passa pela rua, um grupo de limpadores já formam quase que um bloco de limpeza instantânea, enquanto que outro grupo já passa recolhendo as grades de proteção para daqui ali uns 10, 15 minutos, no máximo, a rua já está transitável como se nada tivesse acontecido!   

No ano seguinte, fui ao evento a trabalho e por isso, pude ir do lado de dentro do paredão e bem no meio do desfile. Nem assim, achei que estava em um desfile de carnaval do Rio de Janeiro. Me lembro de haver uma "camada" a mais no paredão de gente localizada na frente dos fotógrafos. São japoneses que devem madrugar para marcar lugar para assistir ao desfile sentados na rua. Lembro também da dor de cabeça que alguns me deram, já que eu tinha que tirar fotos e alguns dos que estavam sentados se revoltavam. Tomei até uns tapas na perna ao me posicionar para uma foto. Foi sinistro. Mas acho que o fato de não ver ninguém dançando nas "arquibancadas", ver escoteiros caminhando com cara de enterro na frente de cada escola e carregando uma placa com o nome da escola de samba, talvez tenha contribuído para o carnaval de Asakusa se distanciar ainda mais do carnaval carioca. 

E se você é um daqueles que acha feio ver lutadores de sumô que não sejam orientais e mulheres ocidentais, loiras e de quimono, você talvez sentiria a mesma sensação de desconforto no desfile de Asakusa. Estranho, porque uma das coisas que os japoneses mais criticam quando vão à praia no Brasil, é que segundo eles, chama a atenção o fato de muitas brasileiras usarem biquíni apesar de não terem um tipo físico "exemplar", digamos assim. Mas parece que essa parte da cultura do Brasil, também foi explorada no carnaval de Asakusa, if you know what I mean...

As brasileiras com samba no pé e sorriso no rosto, essas sim, são a atração dos fotógrafos e das nipo-vovózinhas quando passam! Ficam todos ouriçados de repente. Isso não quer dizer que não haja japoneses que sambem muito bem. Há sim. Há os que sambam bem. Tocam pandeiro, surdo, cavaquinho etc muito bem.  A alegria, dedicação e a paixão com que alguns japoneses se engajam no desfile, essas sim, são características que lembram muito o carnaval brasileiro. E é fácil fácil identificar os que estão ali pela garra e pelo prazer de sambar, cantar, exibir seus instrumentos. Mas, não são todos. Não sei, tive a nítida impressão de que a maioria está ali pela gana de sair da realidade, de vestir uma roupa mais colorida que não veste no dia a dia, algo mais estravagante e se libertar, do modo deles, mas se libertar.

Com certeza, o melhor do evento é a paixão, o respeito e admiração que muitos japoneses têm pelo Brasil e pela cultura brasileira. É gostoso ver tanta gente se divertindo com a nossa música, as roupas do carnaval do Brasil, ver faixas em português, sentir o batidão do nosso samba e claro, ver a nossa bandeira brasileira nas mais diversas formas! E acho que é isso que move a participação de muitos brasileiros legítimos que desfilam, puxam o samba, saem na bateria e dão um brilho especial ao carnaval de Asakusa! Viva o intercâmbio cultural!

O Muito Japão entrevistou o brasileiro, carioca, Ivan de Souza Cardoso, que foi assistir ao desfile do carnaval de Asakusa pela primeira vez este ano. Vamos ver a impressão que ele teve de tudo que viu por lá e o que gostou e o que não gostou. 



Fiquem depois com um vídeo do carnaval deste ano e tire você mesmo suas próprias conclusões. 

1.   Como ficou sabendo do desfile?

Fiquei sabendo pela internet.

2.   Foi sozinho?

Fui sozinho, mas encontrei amigos lá. Alguns porque combinamos, outros por casualidade.

3.   Que local específico escolheu para assistir ao desfile?

Fiquei próximo ao ponto de partida porque do meio para o final estava
muito cheio.

4.   Conseguiu ver bem?

Consegui ver bem porque, a medida que as pessoas iam embora, avançava alguns passos até conseguir ver o desfile de frente.


5.   O que gostou e o que não gostou do evento?

Gostei, sobretudo, da organização. Apesar de ser um grande evento, o trânsito de pessoas e veículos transcorreram bem e com boa orientação dos policiais. Sobre o que não gostei, pensei sobre algum ponto negativo, mas não achei nenhum ponto específico. Nota 10 mesmo.

6.   Viu algo que considera, Muito Japão? 

Os japoneses apenas assistiam ao desfile e tiravam fotos. NINGUÉM dançava, mesmo sob o som do samba mais animado.

7.   Em que você acha que o desfile japonês lembra o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro? Por quê?

As fantasias, carros alegóricos, coreografia, animação e percursão lembram o carnaval do Brasil. As músicas, por serem ora em japonês ora em português, em alguns momentos lembravam as marchinhas & samba enredo, noutros momentos não muito.

8. Na sua opinião, porque o evento atrai tanta gente?

O carnaval brasileiro é conhecido no mundo inteiro. E como muitos japoneses gostam de música brasileira, especialmente samba e bossa nova, é natural que muitas pessoas o frequentem. Lá ouvi alguns japoneses dizerem que gostaríam de conhecer o carnaval do Brasil um dia. Mas, enquanto isso, eles vão à Asakusa mesmo.

9. Pensa em desfilar algum dia?

Sim. No Sambódromo e em Asakusa. Estou juntando energias desde agora (risos).



Vejam agora imagens do carnaval de Asakusa deste ano! No vídeo é possível ver o escoteiro, o paredão, a animação de alguns, o talento de outros, com instrumentos, por exemplo, as coreografias, as fantasias - algumas são mesmo do Brasil - etc.



02/09/2013

LEIA VOTE

Não. Não se trata de uma revista nova querendo fazer concorrência à revista VOGUE. Talvez quem consegue ler japonês já tenha matado a "pegadinha". 

Trata-se apenas de um cartaz de aviso sobre a realização de eleição para prefeito. A ideia foi justamente chamar a atenção dos, principalmente, das mais jovens para as eleições, já que o voto no Japão não é obrigatório.  

A atriz da "capa" é Mitsuki Tanimura () que, não coincidentemente, é naturla da cidade de Sakai, em Osaka, onde será realizada a votação.

O cartaz estará no interior dos trens da cidade e panfletos com a "capa" serão distribuídos aos moradores locais. Vale destacar o slogan da campanha: "Nosso Futuro, Nós Mesmos Decidimos"  

27/08/2013

求人広告・MUITO JAPÃO CLASSIFICADOS

1. INTÉRPRETE DE JAPONÊS PARA BELO HORIZONTE

Vaga de Intérprete de língua japonesa, para atuar em uma indústria no escritório de Belo Horizonte.
 Pré-requisitos:
  • proficiência na língua japonesa nível 1
  • língua portuguesa: alto nível
  • experiência na função de intérprete/tradutor, interprete em reunião de negócio (nível de diretoria), em tradução simultânea.
  • formação: Superior Completo

A vaga é permanente. Interessados podem enviar currículo no email sofia.bernardino@roberthalf.com.br
Indicações são bem vindas.


2. INTÉRPRETE DE JAPONÊS PARA O RIO DE JANEIRO

Intérprete de Língua Japonesa
Preferível nível avançado a fluente
Para prestar serviço em multinacional japonesa
Local: Resende-RJ
Não é necessário experiência prévia

Maiores informações e currículo: celinoelisa@gmail.com



3. FUNCIONÁRIO PARA FUNDAÇÃO JAPÃO DE SP



4. FUNCIONÁRIO PARA CONSULADO DO JAPÃO EM SP


21/08/2013

POLUIÇÃO VISUAL PARTE II

Recentemente escrevi um post sobre a poluição visual nos anúncios que a gente vê nos trens principalmente (se não leu, clique AQUI). é uma coisa que eu sempre vinha reparando, mas acho que com o passar do tempo, a gente, estrangeiro, assim como os japoneses, acabamos por nos acostumar a tanta informação junto e a olhar somente para aquilo que nos interessa. Foi isso que eu percebia quando levava algum amigo brasileiro - viajante, turista - a uma das lojas de eletroeletrônicos mais famosas e completas do Japão: o BIC CAMERA. Quem já foi, vai concordar comigo que a loja, assim como a sua "prima genérica", YODOBASHI, merecem um post à parte, mas o que eu queria dizer é que toda vez que levo alguém lá, sempre escuto comentários sobre a poluição visual do interior da loja e mais ainda, não coincidentemente, me perguntam onde está o preço do produto. É que tem tanta informação, de frete, de desconto com cartão, desconto em dinheiro, informações do produto, campanha de economia de energia, tanta coisa que o preço, que é o mais importante, é o que fica mais camuflado entre tantos números e ideogramas. Acredito eu até que para quem não lê japonês, a poluição deve ser multiplicada! 

Acho que já cheguei a publicar também uma foto desse quiz "encontre o preço se puder", mas não estou encontrando. O motivo de eu escrever este post de hoje, foi que notei a nítida diferença entre as informações e, diria até, a grande diferença cultural entre o se incomodar ou não com tantas informações sobre um determinado produto, justamente hoje, ao acessar os sites do Brasil e do Japão para simplemente comparar os preços da máquinas de lavar - que as lojas e a TV insistem em chamar de "lavadoras" - mas, enfim, achei mais interessante o aspecto visual do que simplemente o ponto de visto econômico em si. Comparem só!

ANÚNCIO DO BRASIL




















ANÚNCIO DO JAPÃO




















E aí? Notou a diferença? 
O que achou?