15/03/2015

ENTREVISTA EXCLUSIVA ! 独占取材 !


O AUTOR 


Ele é nascido e criado no Japão. Mas seu coração tem um lado verde e amarelo. Afinal, depois de visitar o Brasil 19 vezes, quase duas vezes por ano, ele sabe mais sobre o Brasil do que muito brasileiro. Seu nome é Massato Asso (50). No Japão, Massato escreve sobre o Brasil em diversas revistas japonesas, entre elas a famosa "Latina" que traz informações completas sobre a arte e a cultura de diversos países da América Latina. Ele também escreve artigos sobre o Brasil na R25, revista distribuída gratuitamente em várias pontos da capital japonesa. É só folhear a revista e se tem alguma coisa do Brasil, pode apostar que a matéria é dele! Seu trabalho se resume a divulgar o Brasil em seus diversos aspectos, divulgação esta que se estende não só a seus conterrâneos nipônicos, mas também a população brasileira nascida e criada no Japão. “Atualmente, vivem no Japão cerca de 170 mil brasileiros e boa parte, aqueles que nasceram no arquipélago, não conhece muito sobre suas origens”, diz ele. Ainda segundo Massato, as informações que chegam ao Japão sobre o Brasil ainda são muito poucas. “Quero mostrar não só aos japoneses, mas também a esses brasileiros que nasceram no Japão o quanto o Brasil é um país maravilhoso, um país com história, com uma cultura e que vai muito além do samba, futebol” , completa. Quando perguntado do que mais gosta do Brasil, ele responde: “Eu precisaria de pelos menos uns dois dias para enumerar tudo”.

O LIVRO 

ガイドブックよりも踏み込んでブラジルの「カルチャー」を紹介する素敵な単行本が登場しました。編著者は、ブラジル音楽の紹介を中心にしながら、ブラジル映画祭の上映作品も各誌で紹介しただいている麻生雅人さんと現在ベレン在住の山本 綾子さん。また執筆にはお二人の他に、仁尾帯刀さん、川原崎隆一郎さんらサンパウロ在住の5人の日本人の方も参加されています。

Além de revistas, Massato escreve livros sobre o Brasil. Em seu trabalho mais recente, ele e a também japonesa Ayako Yamamoto, reuniram diversos amantes da cultura brasileira para lançarem o Guia Ilustrado de Cultura Brasileira. O livro é uma aula para quem gosta da cultura do Brasil. Mesmo para nós brasileiros há muita informação interessante! O guia traz artigos sobre moda, cultura, incluindo, artigos sobre Lampião, sandálias Havaianas, arquitetura, arte, carnaval, guaraná, açaí e muito mais! Tudo em japonês claro! O livro pode ser útil não só para os japoneses, mas também para brasileiros - que sabem ler japonês, claro! - mas que querem conhecer mais sobre o próprio país e precisam conhecer para divulgar a imagem do Brasil em japonês para os japoneses! Sobre o livro, Massato conta que o mais difícil foi pesquisar sobre direitos autorais para as muitas fotos que foram usadas, mas que foi um prazer escrever, viajar pelo Brasil, conhecer pessoas de diversas tribos e, principalmente, reunir informações sobre um Brasil atual e que muitas pessoas ainda desconhecessem.  






O livro ブラジル・カルチャー図鑑 está disponível apenas na Amazon japonesa. Para comprar, clique no anúncio abaixo.   




アナと雪の女王・WALKMAN FROZEN

Desculpem se estiver desatualizado, mas estava eu procurando umas informações no site da SONY japonesa quando encontrei este walkman. 


Vou confessar que achei MJ essa versão do Frozen de um aparelho tão moderno. Mas a verdade é que já não me espanto tanto. Além desse fascínio dos japoneses pelo "kawaii" (bonitinho, gracioso etc) , como não poderia deixar de ser, o produto é por tempo limitado. Aprendeu? Então aprende essa palavra: 期間限定 ・きかんげんてい・kikan gentei.  No Japão há muitos e muitos produtos lançados por tempo limitado. É mais comum a gente ver nos alimentos, digo, biscoitos e guloseimas e até em bebidas! Sempre que aparece um sabor novo, pode crer que tem lá um 期間限定 ・きかんげんてい・kikan gentei! Bom, voltando ao walkman, segundo informações do site, o walkman para as nipo-princesinhas pode ser encontrado em duas versões e cada um custa 26.600 ienes, o equivalente a R$ 695.



APRENDENDO JAPONÊS・日本語を覚えよう!

ウォークマン・uookuman・walkman
雪・yuki・neve

Para terminar uma curiosidade, o clássico da Disney, FROSEN, em japonês se chama アナと雪の女王・アナとゆきのじょおう・ana to yuki no joou, que traduzindo literalmente seria "Ana e a Rainha da Neve". Fiquem agora com a famosa música "lerigou" (rs), na versão japonesa! 

27/01/2015

日本語・CURSO DE JAPONÊS RJ

   JÁ PENSOU EM ESTUDAR JAPONÊS?

O INSTITUTO CULTURAL BRASIL-JAPÃO no Rio de Janeiro está com MATRÍCULAS ABERTAS para o curso de japonês para iniciantes! Não perca essa oportunidade para se preparar para as Olimpíadas de 2020! 


詳細・INFORMAÇÕES



22/01/2015

GENTE (MANEIRÍSSIMA) MUITO JAPÃO

Hoje a coluna GENTE MUITO JAPÃO é especial! Vamos conhecer a vida de brasileiros que vivem atualmente no Japão, mas que além de brasileiros, possuem um agrav...digo...um privilégio, o de serem cariocas! (risos) Por isso hoje teremos um ESPECIAL: GENTE (MANEIRÍSSIMA) MUITO JAPÃO!

Eles são poucos, mas, são de qualidade. Representantes do Rio de Janeiro o Japão conhece muito bem, e não é de hoje. São cariocas ilustres, personalidades no Japão e que não há um japonês que não os conheça. Estou falando de Zico e Ruy Ramos. Dispensável falar de Zico e o que ele representa para os japoneses e principalmente para o futebol nipônico. Ruy Ramos, para quem não conhece, está no país desde 92. Casou-se com japonesa (já falecida), teve filhos, se naturalizou japonês, ganhou nome japonês - ラモス瑠偉 - jogou na seleção japonesa de futebol e hoje, além de se dedicar ao futebol japonês, se apresenta em eventos nipobrasileiros com uma banda de pagode e vira e mexe aparece em programas de TV.



Os cariocas são igualmente respeitados e procurados por japoneses amantes da nossa música, principalmente os amantes de bossa nova e mais principalmente ainda os que cantam bossa nova em português. Isto porque segundo eles, grande parte de seus clássicos são interpretados por cariocas e consequentemente, com sotaque carioca, o que muitos destes cantores japoneses almejam. Eu mesmo já fui procurado por alguns, só por ser carioca e porque eles gostariam de cantar com sotaque do Rio, ou como eles mesmos dizem, cantando com "shu-shu-shu" que, segundo eles, seria a forma carioca de falar os "s".

O Muito Japão conversou com dois cariocas para saber o que fazem no Japão, porque trocaram as praias e o clima carioca para viverem do outro lado do mundo! Com típico humor carioca, eles nos contam um pouco de tudo! Como foi a adaptação deles com o idioma e com a cultura, como é a vida com os japoneses, se um dia pretendem regressar ao Rio de Janeiro e muito mais!

É com prazer que o Muito Japão apresenta a vocês, os carioquíssimos,


Leonardo Melo 

Raffaele Jaffar


Onde nasceu e quando?

L: Na Beneficiência Portuguesa no bairro da Glória no Rio de Janeiro, RJ. No dia 05 de junho de 1976
R: Nasci em Botafogo, Rio de Janeiro, em meados da década de 80.

Está no Japão faz quanto tempo?

L: No total, 15 anos.
R: Como responderia um japonês, entrei no meu 4º ano (estou há 3 anos completos aqui)

Por que foi para o Japão?

L: Sempre tive o sonho de morar no exterior desde bem pequeno. No começo, esse sonho era de ir para os EUA, mas quando entrei em contato com a língua e a cultura japonesa pela primeira vez aos 16 anos, me apaixonei pelo Japão e o sonho de ir para os EUA mudou para o sonho de vir ao Japão.
R: Queria trabalhar no Japão desde os meus 13 anos! Era um sonho que eu precisava realizar.

Trabalha em que atualmente?

L: Pena que você não perguntou "Trabalha com o quê?", porque aí iria responder que "trabalho com vontade de ir para casa"...Piadinhas à parte, trabalho como atendente de Call Center de uma corretora de ações.
R: Trabalho na Prefeitura de uma pequena cidade chamada Komatsu.

Como foi a adaptação à cultura?

L: No meu caso, muito fácil pois já tinha conhecimento básico da cultura, e para ser sincero nunca concordei com muitos aspectos da cultura brasileira, por isso acho que sempre tive esse sonho de morar no estrangeiro desde pequeno. Não acho que a cultura japonesa é correta em todos os sentidos, mas me sinto muito mais a favor dessa cultura do que com a cultura brasileira (respeito aos outros, ser pontual nos compromissos, etc...).

R: Como esta sendo né! (risos), a adaptação à cultura, posso dizer que tive várias fases. Acho que a sorte minha é que antes de vir pro Japão, fiquei bastante tempo convivendo com os japoneses no Brasil. Ou seja, lidei bastante com japoneses estudantes ou empresários abertos já a conhecer outras culturas. Acho que isso ajudou. Quando eu vim pro Japão, muita coisa já tinha visto, já tinha ouvido...Mas mesmo assim, houve fases aqui que eu tive que abrir também minha mente para me adaptar a eles. Ainda sei que vem mais coisa por ai. Mas o mais legal disso é que a gente não para de aprender nunca!

Como foi a adaptação ao idioma?

L: Não posso dizer que foi fácil, pois tudo é diferente no idioma japonês, ordem da frase, vocabulário não é nada parecido com as outras línguas, tem os alfabetos que são completamente diferentes também, mas na verdade nunca vi isso como um obstáculo, na verdade pra mim sempre vi como um desafio, que cada vez que entedia mais, cada vez que conseguia "desenhar" ou ler um novo ideograma, tinha um sentimento de conquista, como se tivesse vencido um novo desafio.

R: Estudando japonês, lá se foram 16 anos...sobre Japão, em geral, o tema que mais me atraia era justamente o idioma! O processo foi bem lento, porque, além da ordem de pensamento ser totalmente contraria, eu também só gostava de falar e não de escrever. Quando eu comecei a tentar gostar de escrever, a adaptação ficou mais rápida. E também 1 ano de estudo em faculdade japonesa pelo Monbukagakusho (Ministério da Educação do Japão), quando era universitária, acelerou bastante o conhecimento na língua.








"Não tenho vontade nenhuma de voltar ao Brasil, mas apesar de todos os defeitos, não troco o Rio de Janeiro por nenhuma outra cidade do Brasil"

Leonardo Melo





O que foi mais difícil no processo de adaptação?

L: Apesar de achar que pessoas como eu, que não são descendentes de japoneses, mas que sabem falar bem o idioma, tem menos problemas com a discriminação em certos aspectos (muitos japoneses ficam super admirados quando vêem um estrangeiro falando japonês, mas discriminam os descendentes que tem cara de japoneses mas não sabem falar o idioma), a discriminação ainda me incomoda muito aqui neste país. Principalmente na hora de alugar um apartamento, ou de tentar adquirir um visto permanente, por exemplo. Muitos donos de apartamentos negam na hora o aluguel do apartamento, só pelo fato de o futuro inquilino ser estrangeiro. Na hora de dar entrada no visto permanente, um descendente pode fazer isso com 5 anos de estadia no Japão, mas um estrangeiro deverá esperar 10 anos no mínimo para poder dar entrada no processo...

R: Para você se fazer entendido, é importante estar alinhado como expor fatos, causas e consequências pela lingua. A ordem como você expõe não é a mesma em português. Por exemplo, em português uma conversa normal acontece na ordem: “Por que você chegou atrasado?” 

O que mais gosta no JP?

L: A segurança e a tranquilidade de saber que posso sair de casa com o equivalente a mil reais no bolso, um relógio no pulso, um tênis no pé, e um cordão no pescoço e não voltarei pra casa pelado. (Isso se voltar vivo né)

R: Gosto do jeito gentil que todos se tratam, e gosto de ver que não temos grandes diferenças sociais aqui no Japão. Todos possuem basicamente o mesmo tipo de educação e renda não é tão mal distribuída. É normal você ver jogadores de futebol falando com o mesmo vocabulário de ministros, por exemplo.

O que menos gosta?

L: Acho que a única coisa que realmente o Japão deixa a desejar, é na parte da medicina. Talvez muitas pessoas não concordem comigo ou ficarão assustadas pelo fato de eu estar falando isso, considerando que o Japão tem uma imagem de primeiro mundo, mas na verdade nunca encontrei um médico neste país que realmente escute o que o paciente está querendo dizer. Devido à hierarquia japonesa, os médicos se acham os donos do mundo, e não escutam e nem procuram direito o melhor tratamento para o paciente. Fora o fato de que eles não gostam de passar remédios para o paciente pois segundo a cultura japonesa não se deve mexer muito com o corpo e o organismo do ser humano, mas mesmo que eles prescrevam o remédio, ele acaba sendo muito fraco para o nosso organismo ocidental.

R: Hum.....não gosto muito da empolgação dos japoneses quando eles se juntam num bar. Nossa, parece que voltaram ao maternal, em particular, os homens, são bastante infantis...sem comentários! (risos)

Do que sente mais falta do Rio? Por quê?

L: Do verão carioca....Estamos em pleno verão aqui no Japão, e é um inferno. Acho que esse é outro ponto que não gosto muito do Japão. O verão é muito úmido e quente e você não para de suar. O verão carioca é maravilhoso pelo fácil acesso à praia, e apesar da temperatura alta, não tem umidade.

R: Sinto falta do "marrrr", do tempo bom, de poder ir a praia mesmo no inverno!

Do que NÃO sente falta?

L: Dos assaltos, da bagunça, do jeitinho brasileiro, da malandragem do carioca, do pagamento do troco em balas (ou do "posso ficar te devendo um centavo?"), etc...

R: Não sinto falta do "bom humor" e de amor de alguns atendentes em todos os estabelecimentos comerciais do Rio!!

Tem intenção de voltar?

L: NUNCA....somente pra passear.

R: Tenho sim, mas antes de voltar preciso ainda de mais experiência aqui.

Caso volte ao Brasil, moraria no Rio ou em outro lugar?

L: Não tenho vontade nenhuma de voltar ao Brasil, mas apesar de todos os defeitos, não troco o Rio de Janeiro por nenhuma outra cidade do Brasil.

R: Se não puder morar no Rio, não pensaria em voltar paro o Brasil.









"Acho que o japonês pode ensinar muito sobre trabalho e carioca pode ensinar bastante sobre o lazer na vida. Acho que são duas coisas fundamentais e que se completam na vida"

Raffaele Jaffar







Conhece muitos cariocas no Japão?

L: Não...
R: Tem bastante!!! Uso até a outra mão para contar quantos cariocas eu conheço aqui!

Sente falta do sotaque carioca?

L: Sotaque não né. Língua padrão oficial do Brasil, o carioquês...É claro que sinto falta.
R:Não sinto taaanta porque todos os dias eu falo com a minha família por viber, skype...falo com os amigos sempre. Então é uma coisa que sempre tá no meu cotidiano.

Dizem que os cariocas são mais abertos, brincalhões etc. Aos mesmo tempo, que os japoneses são fechados, frios. O que pensa sobre isso?

L: Queria conhecer a pessoa que iniciou essa calúnia só para apresentar os meus amigos japoneses pra ela. Na primeira vez que estive aqui, fiz amizades com japoneses de duas universidades diferentes, e todos eles sempre foram muito brincalhões comigo, chegavam ao ponto de me abraçar e beijar todas as vezes que me encontravam. Quando tive que voltar para o Brasil por um tempo, esses japoneses de duas universidades completamente diferentes e que nunca tinham se conhecido, se juntaram para fazer uma festa de despedida surpresa para mim, e fiquei muito emocionado quando todos eles fizerem um círculo se abraçando entre si e me colocaram no meio desse círculo para se despedirem de mim como se eu estivesse sendo abraçado por todos eles ao mesmo tempo. Acho que nunca tive um gesto de carinho tão bonito como esse, nem mesmo dos meus melhores amigos brasileiros.

R: Nossa, eu falei exatamente sobre isso esses dias! Acho que essa imagem de que somos abertos e japoneses fechados, eu sinto mais quando estamos conversando. Não só carioca, mas nós, brasileiros, mesmo num primeiro encontro, tentamos nos aproximar do outro com conversas mais pessoais, não sobre tempo ou comida – assuntos gerais. Não. Nós gostamos de falar, de discutir, de mostrar nosso ponto de vista perante os fatos, falamos de relacionamento, de família, coisas mais “intimas”, digamos. Temos uma conversa aberta com o outro. Por outro lado, o japonês, sempre que converso, ninguém toca em assuntos tipo homossexualidade, relacionamentos, relação homem-mulher, família....Nada! Só assunto superficial, como tempo, comida – sim, esse é o maior tópico de todas as conversas! Japonês pode falar de comida em mesa de bar/restaurante por mais de 2 horas! Esses assuntos são para mim considerados muito fechados. Você não sabe da opinião do outro, o que o outro pensa, ou seja, é muito difícil para brasileiro, construir relação de confiança ou amizade dessa forma. E, é claro, o fator abraço, que nunca se tem. Mas ultimamente, estamos progredindo. Eu já distribuo aperto de mão e até abraços aqui !! Mas mesmo assim, as conversas superficiais e fechadas nunca ajudam muito.


O que acha que os japoneses poderiam aprender com os cariocas?

L: Talvez como curtir um pouco melhor a vida...
R: Carioca sabe ser feliz. Sabe se divertir. Aqui as pessoas não sabem se divertir. Positividade, energia, criatividade, jogo de cintura para lidar com as situações difíceis. Nada disso infelizmente se acha em livros. A convivência seria interessante método de aprender.

O que acha que os cariocas poderiam aprender com os japoneses?

L: Respeito aos outros, e como ser pontual, por favor....
R: Muita coisa. Acho que os japoneses são muito generosos. Eles dão muito presentes. Qualquer coisa mínima que você faça, eles te elogiam, te presenteiam, te fazem se sentir muito bem (mas tomar cuidado para não pisar na bola, uma única vez, põe em risco sua reputação). Enfim, acho que eles sempre estão falando obrigado um pro outro aqui, por mais que seja só por educação mesmo, acho maravilhoso você agradecer. Qualquer pessoa, qualquer ajuda recebida. Outro ponto que carioca poderia aprender é respeitar o horário dos outros, mantendo a pontualidade em qualquer situação. Sabe, acho que o japonês pode ensinar muito sobre trabalho e carioca pode ensinar bastante sobre o lazer na vida. Acho que são duas coisas fundamentais e que se completam na vida.

Pode mandar uma mensagem aos leitores do blog que almejam um dia viajar ou viver no Japão?

L: Em vários aspectos, acho que hoje em dia está muito mais fácil para vir ao Japão (passagem mais barata, visto mais fácil de conseguir), então espero que você não perca essa oportunidade de conhecer um dos melhores países que existem no mundo. Nihon he zehi kite kudasai...(Não deixe de vir ao Japão)

R: Para os que desejam viajar, o verdadeiro Japão se encontra além das fronteiras de Tóquio! Conhecer umas cidades no interior vão proporcionar grandes experiências! Alguns turistas estrangeiros gostam de se comportar como estrangeiros, mas eu não curto muito não. Acho que é interessante respeitar as regras aqui, como segurar o lixo ate achar uma lixeira, manter-se no lado esquerdo da escada rolante etc. Para viver aqui, esteja preparado para as diversas fases de adaptação aa cultura. Ter um pouco de domínio na língua já ajuda um tanto! Com inglês ainda não dá pra se comunicar. E manter a mente sempre aberta evita estresses desnecessários.

05/01/2015

COMERCIAL JAPONÊS: ESTRELANDO, NEYMAR!

Neymar em comercial japonês: já está no ar a segunda versão da série

JAPONÊS・日本語

ネイマール、“ワールドクラス”の肉体美を披露!

世界的なサッカー選手のネイマールが、本日1日より放送のスカルプDテレビコマーシャルでワールドクラスの肉体美を見せている。前回の第1弾の『Dance』篇ではダンサーを引き連れてコミカルな姿を見せていたネイマールが、第2弾の『Dance×Wash』篇では上半身を裸のままで登場、鍛え抜かれた肉体美を披露する。この『Dance』篇では、頭に泡を乗せたシャンプーの撮影にも初挑戦。時折真剣に、時折おどけてみせながら、楽しそうにシャンプーをする無邪気なネイマールの姿が映像化されている。
 

04/01/2015

MUITO JAPÃO EM FOTOS

FOTO: Marcio Dias
   2015, Ano do Carneiro: móbiles com carneiros à venda em Asakusa, Tóquio

"TRASH - A ESPERANÇA VEM DO LIXO" ESTREIA NO JAPÃO


Estrelando Wagner Moura, Selton Mello, Stepan Nercessian entre outros. O filme Trash - A Esperança Vem do Lixo, dirigido por Stephen Daldry, estreia no Japão no próximo dia 9 de janeiro. Clique AQUI para acessar o site oficial do filme no Japão! Assista agora ao trailler com legendas em japonês!

CAIPIRINHA DA SUNTORI

Passada a moda Brasil depois do boom da Copa do Mundo, o nosso país continua da boca, literalmente, do povo japonês e, desta vez, em forma de bebida!


A caipirinha, uma das bebidas mais tradicionais do nosso país, é está no line up de coquitéis pré-prontos da SUNTORY uma das maiores fabricantes de bebidas do Japão. Junto da caipirinha estão a sangria da Espanha e o mojito de Cuba. 


Veja agora o comercial do produto! CMの方ご覧いただきましょう!

EM BREVE !

O Muito Japão vai trazer de novo o Gente Muito Japão! E para marcar a volta da entrevistas com pessoas que estão no eixo Brasil-Japão, teremos uma versão especia puxa-brasa-pra-sardinhal! GENTE (MANEIRÍSSIMA) MUITO JAPÃO! 


O Muito Japão entrevistou dois brasileiros e CARIOCAS que vivem atualmente no Japão! Com uma irreverência toda carioca, eles nos vão contar um pouco da vida deles no país, o que mais sentem falta e o que não sentem falta da Cidade Maravilhosa, como foi a adaptação ao idioma e ao idioma e o que aprenderam a gostar e admirar nos japoneses! 

NÃO PERCAM! 
EM BREVE 

GENTE (MANEIRÍSSIMA) MUITO JAPÃO


31/12/2014

FELIZ ANO NOVO: ANTES E DEPOIS DA PASSAGEM


Você sabia que em japonês o cumprimento FELIZ ANO NOVO muda depois da passagem de ano? Por isso quando alguém perguntar "Como que se fala FELIZ ANO NOVO em japonês?". Depende. É a resposta mais apropriada. Antes da virada do ano, normalmente dizemos yoi o-toshi wo o-mukae kudasai que literalmente quer dizer "receba um bom ano". Depois da virada,  cumprimento muda para shinnen akemashite omedetou gozaimasu. kotoshi mo yoroshiku onegai shimasu. Calma! Isso na verdade é uma frase-padrão que literalmente quer dizer "parabéns pela passagem do ano e espero poder contar com você neste novo ano". Muita gente diz isso tudo mesmo, durante a passagem ou ainda na primeira vez que se encontra com alguém já no ano novo. Mas claro que existem outras formas de abreviar isso tudo. Fala-se muito akemashite omedetou ou, os mais preguiçosos dizem apenas omedetou gozaimasu. Há também a versão dos jovens, mas que se você não é tão jovem, pode correr o risco de passar por ridículo e, dependendo para quem se está dizendo, pode representar falta de educação, mas que se diz: ake ome koto yoro, que nada mais é do que as primeiras sílabas da frase. Ah sim! O cumprimeiro antes da virada também tem sua forma econômica, que seria: yoi o-toshi wo!

COMERCIAL JAPONÊS: KAGAMI MOCHI

O comercial de hoje traz um produto que se vende nesta época do ano: o tal do kagami mochi (vide post anterior). O maneiro é que em lugar de dos bolinhos de arroz, sendo um grande e um pequeno, o produto consiste em uma embalagem de plástico que "imita" o enfeite original e dentro, os bolinhos de verdade!

O ORIGINAL



O INDUSTRIALIZADO



O grande apelo do fabricante, da marca Sato, que inclusive reforça na letra da música, diz respeito à reciclagem do lixo, ao mostrar que depois de consumidos os bolinhos de verdade, a embalagem pode ser facilmente amassada ou rasgada para ser jogada fora. Daí a letra da música dizer:

kagami mochi mochi
satou no mochi mochi
tabetara sugu sute raku poi poi

kagami mochi mochi
satou no mochi mochi
tabetara chigitte raku poi poi

...que em português seria algo como:

os bolinhos de arroz de ano novo são macios
os bolinhos de arroz de ano novo da Sato são muito macios
e depois de comê-los é muito fácil jogar fora a embalagem

os bolinhos de arroz de ano novo são macios
os bolinhos de arroz de ano novo da Sato são muito macios
e depois de comê-los você pode rasgar a embalagem e jogar fora


日本語

Para quem sabe japonês, no comercial, além do jogo de palavras mochi-mochi com mochi, onde o primeiro quer dizer "macio" e o segundo, "o bolinho de arroz" em si, parecem no comercial três verbos principais que são:

  • 捨てる (jogar fora)
  • ちぎる (rasgar)
  • 潰す (amassar)

30/12/2014

OS JAPONESES TAMBÉM SE VESTEM DE BRANCO NO RÉVEILLON ?

Joya no Kane. Kadomatsu. Kagamimochi. Toshikoshisoba. São algumas das palavras que representam a passagem de ano no Japão e que provavelmente voc[e vai ouvir falar por aí. Mas antes de explicar cada uma delas, eu te pergunto: Você sempre come lentilha na noite do dia 31? Você sempre pula sete ondas e despacha no mar oferendas à Iemanjá? Você sempre come romã? Pois então, eu pergunto isso porque por mais que se trate de religiões diferentes, estas são algumas das mil e uma coisas que "explicariam" o ano novo no Brasil, Mas você acredita mesmo que todas as pessoas do Brasil inteiro, mesmo sendo da mesma religião fazem tudo isso mesmo e da mesma forma? Todos se vestem de branco? Todos?

Onde quero chegar com isso!? Simples. Quero mostrar que por mais que se fale as mesmas coisas sobre o ano novo japonês, nem todas as pessoas do país inteiro fazem tudo à risca como mandam os costumes e, mesmo os que o fazem, não fazem todos da mesma forma. Claro que existe este "algo comum", mas gostaria que soubessem que nem todos os japoneses acreditam em tudo e nem todos fazem tudo que se fala sobre o ano novo do Japão. Há muita coisa meramente cultural, histórica e folcóclica. Muita superstição também! 

Veja o kadomatsu (foto ao lado), por exemplo. São este efeites feitos de bambu e pinheiro que "teoricamente" são colocados para que os deuses possam entrar na sua casa para trazer felicidade. Aí você que nunca foi ao Japão vai achar que por onde quer que ande pelo país nesta época do ano, vai ver um efeite destes e desta proporção em absolutamente todas as casas. Sinto muito, mas não vai ver! E SE mesmo assim avistar algumas casas com estes enfeites, verá que as proporções são das mais diversas. Em lojas e empresas costumam ter. Talvez no inteiror sejam maiores e mais originais do que os da cidade grande. Mas tem muita gente que passa o réveillon sem nem ver a cor! 

O mesmo posso dizer sobre o kagamimochi. Os bolinhos de arroz sobrepostos um sobre o outro com uma tangerina no topo (foto). Aí você que nunca foi ao Japão vai achar que as japonesas passam horas em casa no dia 31 para preparar a massa e fazer os bolinhos e montar o prato para a passagem do ano e que em todas as casas do Japão se faz o mesmo. Agora eu te pergunto: árvores de natal são vendidas nos mais variados tamanhos e preços, mas você acha mesmo que em todas as casas do Brasil inteiro tem uma árvore de Natal? Pois então, assim como as árvores de Natal, pode ser que haja gente que prefira manter a tradição e fazer uma árvore ou um kagamimochi de verdade, mas já há kagamimochi pronto nas lojas e bem indrustrializados para que o efeite típico de ano novo não falte em casa. 

Não tem ceia! Nem jantar especial no dia 31! O que muitos japoneses fazem é comer o toshikoshisoba, um prato feito com macarrão (soba) - toshikoshi significa passagem de ano - que representa vida longa, blá blá blá. Os que não ficam em casa, saem para visitar templos à meia-noite e lá, durante a passagem de ano, ouvem um sino tocar 108 vezes, que seriam o número de vezes que nos deixam livram dos pecados, segundo o budismo. mas falando em português claro, é um frio desgraçado e muita, mas muita gente mesmo que se aglomera nos templos - no frio, as vezes com neve - para receber o ano novo. Não tem música. Não tem roupa especial. Não tem bebida. Quanto mais famoso o templo, mais gente! Nunca fui. Nem pagando! rsrs....

Preferia fazer o que muitos japoneses ainda fazem, que é assistir ao tradicional programa musical de competição entre os músicos que fizeram sucesso ou se revelaram durante o ano, junto com os já tradicionais veteranos de guerra. O programa Koohaku Uta Gassen é tradicionalíssimo, antiguíssimo e passa impreterivelmente na noite do dia 31 e termina próximo da 0h quando a TV NHK, principalmente, mostra ao vivo a movimentação nos diversos templo do país juntamente com os 108 toques do sino por todo o Japão. Este evento seria o tal do joya no kane.

Fora todo o que se diz sempre sobre o ano novo japonês,  e que se você tiver interesse em saber mais, pode encontrar em qualquer guia sobre o arquipélago nipônico, o que posso dizer como brasileiro é que o clima é absolutamente outro. Fora que para os japoneses o mais importante é o dia 1, mais do que o dia 31, mas fora isso, ninguém se veste de branco, nas casas comuns não fazem contagem regressiva, não se abre champagne, não tem fogos, não se reúne os amigos, nada, nada disso! Se quiser passar de ano com alegria, contagem regressiva, festa, música etc no Japão, aconselho a se juntar com amigos - que não tenham voltado ao país de origem nessa época - e ir curtir tudo isso em um dos muitos eventos que são realizados no dia 31, a maioria esmagadora, voltados para gringos. Portanto, basta pegar qualquer revista para estrangeiros - se for em inglês melhor ainda - e verá que há inúmeras opções de eventos para passar o réveillon se divertindo, porque se for com japoneses em uma casa comum, num bairro comum, numa rua comum, o clima é bem "deprê". Bom, vou parar por aqui e desejar um ano maravilhoso para você que leu até aqui - muito obrigado por prestigiar o blog - e que seu 2015 seja simplesmente maneiríssimo!

FELIZ ANO NOVO !

*Para saber mais sobre o Ano Novo japonês, clique AQUI e acesse o "Guia das Tradições de Ano Novo no Japão". O site está em inglês. 

25/12/2014

日本語・NIHONGO

Faça o que eu digo mais não faça o que eu faço. Na sala de aula, a gente aprende que em algumas palavras não podem ser acrescentado o prefixo "o" de honorífico, aquele que você vê em omizu, osushi e assim por diante. Mas, é possível ver coisas como estas no Japão de hoje...


Vale lembrar que qualquer língua viva é passível de evolução, portanto, com a língua japonesa, que apesar de milenar, é uma língua viva, e não poderia ser diferente!

O QUE DIZ O AVISO?

otabako wa go-enryo kudasai
kemurikanchiki ga secchi sareteimasu

EVITE FUMAR
DETECTOR DE FUMAÇA INSTALADO

23/12/2014

COCA-COLA JAPAN EM CLIMA DE NATAL!

No site da Coca-Cola Japan, você pode escrever seu nome - até 9 letras - e criar um stamp para enviar alguém ou simplesmente compartilhar na rede social! São várias mensagens e, o melhor, é grátis!

"Quem você quer fazer feliz?"


O meu, eu já fiz!



O comercial de Natal da Coca-Cola no Japão, você assiste agora!

NOVO HAMBÚGUER DO MC DONALDS JAPÃO TEM "KANI"



KANI KOROKKE BAAGAA!

HAMBÚRGUER DE CROQUETE DE SIRI! 


Assista ao comercial veiculado na TV japonesa!


日本語・AUMENTE SEU VOCABULÁRIO!



包装紙・HOUSOUSHI・PAPEL DE PRESENTE





プレゼント・PUREZENTO・PRESENTE




クリスマスツリー・KURISUMASU TSURII・ÁRVORE DE NATAL




クリスマスカード・KURISUMASU KAADO・CARTÃO DE NATAL






トナカイ・TONAKAI・RENA





サンタクロース・SANTA KUROOSU・PAPAI NOEL