23/06/2010

GENTE MUITO JAPÃO 4

Uma é de Minas Gerais. A outra, de Pernambuco. O que elas têm em comum? Além de blogueiras, elas são duas jornalistas brasileiras, não descendente de japoneses, e viveram no Japão. Atualmente estão de novo, atuando em suas áreas, no Brasil! Nesta versão em dose dupla, vocês irão conhecer um pouco mais sobre Karina Almeida e Bruna Siqueira. Quem são elas? Como vieram parar no Japão? O que fizeram por aqui? Será que gostaram ou não? Tudo isso e muito mais vocês lerão agora em mais uma entrevista para o GENTE MUITO JAPÃO!



Nesta primeira parte, vamos conhecer a Karina, a mineirinha, animadíssima, fã número 1 do Japão, do jogador Miyamoto e da Hello Kitty! Karina contou porquê resolveu voltar ao Brasil apesar de gostar tanto daqui. Ela falou tbm das suas aventuras por terras nipônicas e pelos países que visitou enqto morou aqui. Bom, não vou falar muito, até porque a entrevista é longa! Mas vale a pena! Você irão conhecer uma figura que além de muito sincera, transparente e muito alto astral, é extremamente profissional em tudo que faz! Com vocês, Karina Almeida!


1. Nome completo e idade.

Karina Almeida, 33 anos





2. Como veio parar no Japão?

Adivinha? Eu namorava um brasileiro descendente de japoneses, aqui em Belo Horizonte e depois de dois anos de namoro, ele quis ir para o Japão. Eu dei a maior força e avisei que o esperaria 1 ano. Nem 1 dia a mais! Mas logo depois de chegar lá, ele começou a tentar me convencer a ir também. Eu não queria ser dependente dele, nem ficar sem trabalhar, mas quando soube que havia jornais em português no Japão, vi que eu teria o que fazer lá. Antes de mandar um currículo que não chamasse atenção (afinal, eu não tinha nenhuma ligação com o Japão, nem com a cultura japonesa), me matriculei numa escola de japonês e me ofereci como repórter freelancer ao Jornal Nippo-Brasil, de São Paulo. Eu escrevia sobre a comunidade nippo-brasileira de Minas Gerais. Já com um currículo mais interessante, entrei em contato com a editora-chefe do Jornal International Press (publicação em português no Japão). Disse que eu era jornalista e queria me candidatar a uma vaga lá. No mesmo dia, ela respondeu: estamos selecionando currículos, mande o seu. Seis meses depois, eu desembarquei de mala e cuia em Tóquio. O contrato era de 1 ano, renovável por mais 1. Mas eu fiiquei 4 anos neste jornal e mais 2 anos na revista Alternativa (outra publicação para brasileiros). Detalhe: o namoro acabou três meses depois de eu chegar ao Japão.



3. Quanto tempo morou aqui?

Ops, respondi antes da hora. Morei seis anos no Japão: quatro anos em Tóquio - com temporadas bem curtas em Nagoia (Aichi), Hamamatsu (Shizuoka) e Ota (Gunma) - e dois anos em Ota (Gunma).



Karina de yukata, no Festival Tanabata de Tatebayashi (Gunma)


4. Nesse tempo, voltou ao Brasil qtas vezes?

Voltei ao Brasil três vezes: a primeira e a última, de férias. A segunda, como repórter enviada à Reunião Internacional do BID, que foi realizada em Belo Horizonte, em 2006. Foram apenas 4 dias no Brasil, uma loucura! Nos últimos três anos, preferi não vir visitar a família, para ficar com mais saudade - e voltar de vez! - e também para aproveitar as férias em lugares que eu ainda não conhecia.


5. Como foi a primeira impressão do Japão?


Lembro direitinho como foi a minha chegada. O então namorado e o novo colega de trabalho - por acaso, o senhor Caruso, autor deste blog - me esperavam no aeroporto. Pegamos um metrô e, quando entrei, pensei: "meu Deus, só tem gay no Japão!" Claro que eu estava errada, mas achei os homens muito afeminados. Os jovens usam tênis cor-de-rosa, presilha no cabelo, fazem as sobrancelhas e isso foi um choque para mim. Depois, vi que eles eram apenas modernos demais se comparados aos belorizontinhos e que nem todos eram tão exóticos. Até me apaixonei por um (que faz as sobrancelhas, mas não usa tênis cor-de-rosa, nem presilha) e namoramos no último um ano e meio que morei no Japão. Agora, tentamos matar a saudade via Skype :p



6. Há algum mito ou estereótipo em relação ao Japão ou mesmo aos japoneses que você tenha desmistificado?

Sim! Eu ouvia dizer que os japoneses não gostam de estrangeiros, que são preconceituosos. E isso me deixava preocupada, com medo mesmo. Mas, felizmente, não é bem assim. Existem os nacionalistas, mas eu chutaria que eles são a minoria. Me senti muitíssimo bem recebida no Japão e fiz belas amizades. Nas ruas, sempre fui bem tratada e, várias vezes, recebi ajuda sem pedir. Sempre que precisava de uma informação, tinha um japonês simpático e prestativo para me ajudar. Desde a época em que eu me comunicava por mímica! E todas as minhas professoras de japonês e amigos nativos se preocupavam comigo e ofereciam ajuda para qualquer dificuldade que eu tivesse com a língua japonesa ou com a adaptação cultural. Quando conheci a família do gatinho, tive medo de não ser bem recebida, mas, pelo contrário, eles me trataram super bem: com um sukiyaki (prato típico) delicioso e até vinho chileno! Também não acho que os japoneses são frios como o povo diz. Acho que são tímidos, que não têm a habilidade brasileira de se aproximar dos outros, de fazer novas amizades. Mas basta a gente dar o primeiro passo para perceber que eles são super bacanas, animados, divertidos, enfim, normais! Mas é claro que existem japoneses chatos, nerds etc e tal. Brasileiros também, né?




Karina e seu namorado japonês em Kamakura




7. E algum que você tenha comprovado?!

Nossa, não sei. Vale lembrar algumas coisas que não são mito: a pontualidade japonesa e também o fato deles não terem jogo de cintura. Tem de cumprir as regras e ponto final. Dá a impressão de que no Japão não existe exceção.


8. Como foi a adaptação com a comida japonesa daqui?

Eu achava que conhecia a comida japonesa, mas na verdade, eu só comia sushi de atum. De salmão, eu nunca achei bom. Já tinha experimentado takoyaki (sem polvo!) e okonomiyaki. Mas quando cheguei ao Japão, vi que não seria fácil. Sushi no almoço não me sustentava. Uma hora depois, eu já queria almoçar de novo - afinal, sou mineira e comida mineira é pesada! Detestei o tal do misoshiro e tinha ódio porque ele sempre acompanhava as refeições. Eu não podia pedir sem mishoshiro. Ele vinha junto e pronto. Também achava tudo sem sal e, às vezes, até meio doce. Não me esqueço do dia que vi um bife com um molho apetitoso, parecia molho madeira. Quando experimentei, vi que era teriyaki e detestei. Muito doce! Nos primeiros meses, joguei muita comida e dinheiro fora. Eu comprava, experimentava, detestava, jogava fora e ia ao Mc Donalds para saciar minha fome de sal. No primeiro exame médico que eu fiz, seis meses depois de chegar ao Japão, o resultado foi: você não está anêmica por pouco! Tive de dar um jeito de me alimentar melhor. Aos poucos, fui descobrindo outras saídas. Descobri o lamen que, felizmente, era salgado. Depois, passei a frequentar restaurantes chineses e italianos, até ir aprendendo a apreciar a culinária japonesa. O tal misoshiro que eu odiava, hoje eu adoro e até sei fazer! Comi muitos tipos de sushi e sashimi, tonkatsu, sukiyaki, tendon, udon, soba e por aí vai. O melhor de tudo é que aprendi a comer coisas saudáveis. Antes de morar no Japão, eu não comia muita salada. Agora, sinto falta quando não tem ou a salada não é variada. Passei a comer menos gordura, menos sal e menos açúcar. Eu não gostava de chá, agora adoro. E sem açúcar!


9. Chegou a comer algo que jamais imaginou em comer no Brasil?

Sim! Comi um polvo - o mais gostoso da minha vida! - super fresco, que tinha acabado de chegar do mar. Levei para casa e comi sem temperar, nem cozinhar. Apenas passei uma água, mas com cuidado para não tirar o sal do mar. O tempero era esse: o sal do mar! Que delícia! Também comi enguia, um sashimi com o peixe ainda respirando, e inseto frito! O inseto eu detestei.


10. O que mais gostou de comer e o que menos gostou de comer?

Eu amo frutos do mar, mas como moro em Belo Horizonte, não é tão fácil encontrar. Nem barato. No Japão, fiz a festa! Comia camarão, polvo, mexilhão e cia quase todos os dias. E muito peixe também, que eu adoro! Detestava ter de negar chá verde toda hora. Eu detesto até o cheiro, não consigo beber nem um gole, mas é como o cafezinho no Brasil. Todo lugar tem e todo mundo oferece pra gente. Eu queria gostar de chá verde, só para me livrar dessa chateação.


11. Muita gente diz que o povo japonês é frio. Qual a sua opinião sobre isso?

Ops, essa também eu respondi antes da hora!


12. O que fazia no Japão?

Trabalhei 4 anos como repórter e editora do Caderno Comunidade no jornal International Press e 2 anos como repórter e colunista na Revista Alternativa. E fiz alguns trabalhos como freelancer para a BBC Brasil, para a agência Lusa (de Portugal), para a Rádio NHK e tal. E criei o blog Meu Japão que ficou 1 ano no site da Editora Abril, por causa do projeto Abril no Centenário da Imigração Japonesa.





Karina na cobertura do Tokyo Game Show


13. Deu para viajar? Por onde esteve?

Eu viajava muito a trabalho e passeei o máximo que pude. Quando morava em Tóquio, passei 1 mês em Ota (Gunma), 2 meses em Hamamatsu (Shizuoka) e 4 meses em Nagoia (Aichi). Também fui mais de uma vez (ou até várias vezes) para Kanagawa, Saitama, Chiba, Tochigi, Ibaraki, Niigata, Yamanashi, Gunma, Nagano e Gifu. A passeio, conheci Quioto, Okinawa, Hakuba (Nagano), Hitachi (Ibaraki), Hakone (Kanagawa), Kamakura e Enoshima (Kanagawa). E passeei muito em Tóquio, pois é a minha cidade favorita! Também adorava as praias de Chiba e a Tokyo Disney que fica lá. A trabalho viajei também para o exterior: fui para as Filipinas e para a Austrália (no caso da Austrália, metade de férias e metade a trabalho). E a passeio fui para a Tailândia e quando voltei ao Brasil, dei uma paradinha para conhecer Nova York. No Japão, faltou conhecer Hokkaido, Osaka e Kobe, que devem ser lugares lindos e superinteressantes.




Karina, na Austrália, acompanhada de cangurus


14. Uma coisa que adorou no Japão...


Adoro várias coisas no Japão. Acho o país bonito, organizado, limpo, exótico, gosto da mistura de moderno e antigo, da educação do povo (tem gente que enfia o dedo no nariz, bêbado que vomita no trem, mas, geralmente, eles costumam respeitar as regras e o espaço dos outros, falar baixo etc). Adoro, especialmente, a segurança pública! É bom demais andar tranquilamente pelas ruas, mesmo à noite. Também adoro o transporte público, o trem-bala, os pontos turísticos, as cafeterias, os parques, os eventos, os costumes (como o piquenique sob a sombra das cerejeiras) e acho os japoneses charmosos e interessantes!




                                 No topo do Monte Fuji, depois de 9 horas e meia de caminhada


15. Uma coisa que detestou no Japão...

Ter de tirar os sapatos para entrar em alguns restaurantes, ir ao médico e ao dentista e ainda para entrar na casa dos amigos. É higiênico, um costume que eu admiro mas acho muito chato! E até engraçado! Não me esqueço da festa de Natal que passei na casa de um amigo brasileiro. É muito feio ver todo mundo chique e de chinelos ou só de meias! Não há modelito Dolce&Gabbana que resista!


16. É caro viver no Japão?

Teoricamente sim, porém, eu costumo dizer que a vida de pobre lá é uma maravilha. Não fui para ganhar dinheiro e meu salário não era dos melhores, mas vivi muito bem no Japão (apesar de ter morado numa quitinete de menos de 20 m2). Acho que a qualidade de vida é das melhores e não é preciso ser rico para viajar, se divertir e fazer compras. Acho que é caríssimo para turista. Uma pessoa de classe média no Brasil não tem condições de passar férias no Japão, a não ser que faça um esforço tremendo ou tenha a ajuda de um parente que more no Japão (hospedagem grátis faz grande diferença).


17. Cinema, teatro, shows...costumava ir?

Queria ter ido a mais shows. Fui apenas ao da Madonna e ao do Bon Jovi, em Tóquio. Amei! Como repórter, assisti a shows de alguns cantores brasileiros: Sandy e Junior, Carla Visi, Charlie Brown Jr., Cabal... Teatro: serve circo? Fui duas vezes ao Cirque du Soleil. Inesquecível! E ao cinema, fui várias vezes. Eu e o gatinho tínhamos cartão de fidelidade do cinema perto da minha casa e chegamos a ganhar entradas porque acumulamos pontos. Gostava de ver filmes americanos e japoneses. Vi filmes brasileiros também no Festival Cinema Brasileiro em Tóquio. Vi Abril Despedaçado e Olga, com legendas em japonês!



18. Manicure, cabeleireiro, depilação...toda brasileira se queixa sobre isso. O que você tem a dizer?

Até tentei frequentar salão japonês, mas não deu certo. Sempre voltava com o cabelo horrível. Na primeira vez, o cara fez um capacete na minha cabeça! Acho que só dá certo para quem tem cabelos lisos e fáceis e gosta de cortes moderninhos, sei lá. Os meus são mais rebeledes! Hihihi... Depilação japonesa nem tive coragem de arriscar. Encarava 1 hora e meia de trem para chegar ao salão de uma brasileira. As unhas eu só fazia em ocasiões especiais e também com manicure brasileira: meu aniversário, Natal, Reveillon... porque eu achava muito caro. No Brasil, eu faço sempre.

19. Sentiu falta do Brasil? Se sim, do que mais sentia falta?

Sim! Do pãozinho francês, do feijão da minha mãe, da laranja e dos sucos naturais de verdade (suco de caixinha 100% natural não serve!). Ah, também senti muita falta dos salões de beleza e das lojas de lingerie e de calças jeans (não gosto das do Japão).


20. Pode resumir o que é a experiência de viver no Japão?

Para mim, foi fantástica! Aprendi muito, não apenas sobre o Japão, mas também sobre muitos outros países e culturas: China, Coreia, Tailândia, Filipinas, Austrália e até sobre os nossos vizinhos da América do Sul. Não fui para juntar dinheiro, preferi viver ao máximo tudo aquilo que era muito novo para mim. Voltei com uma super bagagem cultural. Conheci muitas coisas, muitos lugares, muitas pessoas. Aprendi demais! Era uma experiência nova e enriquecedora a cada dia.


21. Por que resolveu voltar?

Quem me conhece ou lê meu blog sabe que eu sou apaixonada pelo Japão, mas eu queria voltar para o Brasil para ficar com a minha família em Belo Horizonte. Se eu pudesse, viveria na ponte aérea BH-Tóquio! Hahaha... Eu tinha emprego, moradia, muitos amigos e ainda tenho visto japonês, mas achei que já era hora de voltar. Eu precisava ficar com a minha família, viver novamente no Brasil e estou gostando de recomeçar as coisas por aqui. Talvez, um dia, eu volte para o Japão. Ainda não sei!


22. O que faz no Brasil atualmente?

Estou trabalhando numa agência de comunicação. Fazemos jornais e cia para grandes empresas, como a Vale, Gerdau, Unimed, Pif Paf, Trip (cia aérea) e outras. Mas eu continuo escrevendo a coluna Aprendendo Japonês, para a revista Alternativa, e atualizando o blog Meu Japão, que está hospedado no portal de notícias O Tempo. Também me matriculei numa escola de japonês. Ah! E arranjei uma professora particular de inglês, ja-po-ne-sa! Ela é ótima, já morou nos Estados Unidos e é profissional de verdade! Não fala português. Só japonês e inglês.






23. Pretende voltar ao Japão algum dia?

Sim! Tenho vontade de voltar como estudante ou como turista (se eu ganhar na MegaSena). Para morar definitivamente, eu não sei. Fico preocupada com a minha família, que está toda no Brasil.


24. Teria algum conselho para quem sonha em um dia conhecer o Japão de perto, principalmente para as pessoas sem ascendência japonesa, como você?


Sim: aprenda japonês, mesmo que seja só um pouquinho. E procure conhecer os costumes locais, experimentar a comida, enfim, curta o Japão! Tente fazer amizade com os nativos e passear muito. Acho que assim é mais fácil gostar do país. Não adianta querer viver como se estivesse no Brasil.



É isso aí! Esta foi Karina Almeida, direto do Brasil, mais precisamente, de Beagá (MG)! Esperam que tenham gostado. E a qualquer momento, voltamos com o GENTE MUITO JAPÃO 4 - parte II, com Bruna Siqueira! Aguardem!




12 comentários:

  1. SENSACIONAL!! Que história incrível!
    A parte do "Não fui para ganhar dinheiro e meu salário não era dos melhores, mas vivi muito bem no Japão" resumiu tudo!

    Parabéns a Karina, Parabéns ao "Jurio San" pela entrevista.

    Show! Realmente é longa mais valeu a pena!

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  2. Hahaha mto bom!
    Amo a karina xD, o jeito dela escrever, o blog dela! siim sou fanzoca! Depois que conheci o blog dela, passei a acompanha-lo sempreeee.. tive q ficar um tempo longe do pc e qnd voltei que fui olhar o blog dela, ela estava de volta a BH T_T tomei um susto xD! Foi atraves do blog da karina que conheci o "muito japão" e passei a acompanha-lo tb rsrs!
    Amoooo o japão e espero um dia poder ir até ai p/ trabalhar, morar, e vivenciar toda essa incrivel cultura!

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  3. Muito legal a entrevista, leio sempre a coluna da Karina, cheguei a pensar que ela fosse morar em definitivo aqui no Japão, pois ela sempre demonstrou muito carinho pela terra do sol nascente.
    Bjos Karina, e um abraço Caruso.
    Obs: Sou o Ricardo da festa junina de Isezaki...rsrss, minha esposa manda lembranças.

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  4. Fernando Hidemi Uchiyama23 de junho de 2010 22:56

    Fala Karuso, não sei se vc lembra de mim, trabalhei junto com vc e a Karina em Tokyo... Meus parabéns pela entrevista! Gostei muito.

    Sobre a entrevista... hihihi Realmente não me imagino comendo polvo fresco sem temperar nem cozinhar... e sem lavar para não tirar o sal... rs. E posso falar uma coisa: a paixão da Karina pelo Japão é uma coisa encantadora. Com todo o respeito... Êta mineira arretada! :-P

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  5. SENSACIONAL!! [2]
    Uma entrevista rica em detalhes, melhor que essa só duas dessa! Além de ser com a Karina, que já acompanho em blog desde muito tempo e sempre gostei dos temas e forma que ela os abordava. Agora aguardo ansiosa a entrevista da Bruna =]

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  6. REALMENTE SENSACIONAL!

    Que experiência rica! E que retrato excelente vocês conseguiram extrair! Parabéns! Também muito inspirador!

    Abraços!

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  7. Gostei muito da entrevista com a Karina. É uma pessoa muito positiva com uma mente aberta. Gosto muito de ler o que ela escreve.
    Boa entrevista.

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  8. olha eu ficando famosa! adorei!

    pelo tanto de história pra contar, acho que o jeito vai ser escrever um livro mesmo.

    a entrevista ficou enorme e não contei neeeeeem 1 décimo. ou seria milésimo?

    brigadíssima caruso, pela entrevista e pelos elogios. tô me sentindo a rainha da cocada preta!

    e brigadíssima, pessoal, pelos comentários e pelo apoio de sempre!

    a gente se vê aqui (sou leitora assídua) e lá no meu japão!

    beijos para todos!

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  9. ô, legal essa entrevista, não conhecia a Karina nem o blog dela. Como eu também não conheço o Japão de perto ainda, apesar de eu ser descendente.

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  10. Caruso, adorei a entrevista com a Karina Almeida, pois eu já a acompanho faz tempo, através da revista e do blog.
    Tem muitos brasileiros que vem pra cá e não conseguem "sentir" o Japão, não viajam, não falam a língua, não querem gastar dinheiro. Só viajam pela internet.
    Eu admiro a Karina, por ela ter essa facilidade de se integrar em um país.
    Não veio com o objetivo de juntar dinheiro, mas enriquecer seu eu interior.
    A entrevista foi muito bem feita, sou fã dos dois. Abraços

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  11. Acompanho o blog da Karina há um bom tempo e a entervista ficou muito legal.

    E a entrevista com a Bruna? Vai sair?

    Abs,
    Carlos

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