01/09/2017

MUITO JAPÃO em FOTOS

写真撮影: Julio Cesar Caruso

JAPONÊS MANEIRO - REVISTA ALTERNATIVA

"Japonês Maneiro" é o nome da coluna que eu, Julio Cesar Caruso, assino na "Alternativa". A revista, com distribuição gratuita, é publicada no Japão e distribuída em todo o território nipônico para a comunidade brasileira que vive no arquipélago! O Muito Japão publica com agora a coluna da edição 419 com exclusividade! Confira!

O CACHORRO QUE FALA

Faz tempo que não falo de pronúncia. Portanto, hoje trago alguns exemplos de palavras e frases, com o intuito de reforçar pontos importantes da língua japonesa no que diz respeito à pronúncia de algumas palavras.
Para quem não sabe, em japonês faz muita diferença dizer “o” ou “oo”. Acho que nem preciso dizer que este “o” é fechado, ou seja, “ô”, já que em japonês, não temos as vogais “o” e “e” abertas. Dizer “i” ou “ii” também faz diferença. Por exemplo, kosoku não é o mesmo que koosoku. O primeiro seria uma espécie de “paliativo” e o segundo, dependendo do ideograma utilizado, significa “limitar”, “restringir” ou “alta velocidade”, como na palavra koosoku dooro (auto-estrada). Muitos japoneses podem não compreender se disser: kosokudoru, para falar da “auto-estrada”. É como a palavra “intérprete”. Em japonês, dizemos tsuuyaku, com o “tsu” prolongado, “tsuu”. A palavra sem o prolongamento “tsuyaku” não existe e por isso, muitas vezes, fica incompreensível, a menos que o ouvinte japonês tenha um certo grau de boa vontade para tentar entender, o que nem sempre acontece.   
Outro bom exemplo é o verbo imasu significa “estar” ou “haver”, existir”. Por exemplo, se eu digo inu ga imasu., posso traduzir como “tenho um cachorro” ou, dependendo do contexto, até, “tem um cachorro (aqui)”. Mas se você prolonga muito a letra “i” e diz inu ga iimasu, você está dizendo “o cachorro diz”, ou seja, passa a ser um “acontecimento” muito maior, já que estamos diante de, não somente um cão, mas um cão que fala!
Pode até parecer meio confuso no início e, para alguns, difícil de distinguir só ouvindo mas, basta lembrar que “aprender” não é o mesmo que “apreender”, confere? É questão de acostumar o ouvido!
O que não temos na língua portuguesa é o tal do “soluço”, como alguns professores ensinam. A palavra kako por exemplo, significa “passado”. Mas se eu escrevo com duas letras “k”, ou seja, kakko a pronúncia muda – entra um pequeno “soluço” entre o ka e o ko e pode significar, entre outras coisas, “parêntese”. Em hiragana, a palavra vai ganhar um “tsu” de tamanho reduzido em relação às demais “letras”. É o famoso “tsu pequeno”. Um exemplo famoso e facilmente confundido e que une tudo o que falamos até agora, são as palavras “futebol” e “escritor”. Respectivamente: sakkaa e sakka.


語彙リスト・LISTA DE VOCABULÁRIO

  • 姑息・kosokupaliativo
  • 拘束 kousokurestringir
  • 高速・kousokualta velocidade
  • 居ます・imasuestar, haver, existir
  • 言います・iimasudizer
  • 作家・sakkaescritor
  • サッカー・sakkaafutebol


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31/08/2017

階段に進行方向規定・MÃO E CONTRAMÃO NAS ESCADAS

Tudo na vida depende de interpretação. Pode ser o mesmo objeto, a mesma ação, a mesma figura. Mas sempre haverá mais de uma interpretação para uma mesma coisa! Eu percebo isso muito com as coisas do Japão. Tudo que eu mostro no blog ou na fan page do Muito Japão, seja o que for, há sempre pessoas que veem como positivo e outras, como negativo. Normal.

Para dar um exemplo concreto, certo dia comentei das inúmeras vezes que a gente vê na TV, coletivas de impressa só para se curvarem e pedirem desculpas por algo que fizeram. Mas são tantas as vezes, e muitas delas, coisas graves, que para mim, Julio Cesar Caruso, que eu acho desnecessário, falso em algumas situações. Mas esta é a minha interpretação. Não sou do tipo de pessoas que gosta de impor o meu pensamento porque acho que é o certo e este deve ser seguido por todos. Não, não sou assim! Mas enfim, por que eu estou dizendo isso? Porque mesmo eu mostrando essas imagens de pessoas de alto cargo se curvando repetidas vezes, tem logo um que diz: "pelo menos ele está pedindo desculpa". Enquanto outras, dizem "agora já fez, não adianta se desculpar”. Não é interessante? Eu acho!

Hoje vou falar de algo que com certeza, vai gerar dupla interpretação (claro!). É sobre a mão e contramão nas escadas no Japão. Isso mesmo! As escadas aqui no Japão, na maioria delas, tem espaço definido para seguir pela direita ou pela esquerda, exatamente com uma rua de faixa dupla. Exatamente igual! Penso nisso até quando vou fazer uma "ultrapassagem arriscada" para, andando, passar na frente de quem está molengando na minha frente.

Tem gente que interpreta como “organização de fluxo”, mas há quem diga – brasileiro, principalmente, que não passa de uma “palhaçada” e completam  dizendo “eu subo e desço por onde eu quiser, a escada não é pública?!”. Bom, tampouco estou aqui para julgar ninguém. O post é simplesmente para mostrar que tem isso aqui no Japão e pronto!

写真撮影: Julio Cesar Caruso


Na foto acima, as setas mostram a direção para subir e para descer pela mesma escada, e a mensagem em japonês, diz: "siga pelo lado direito". É fácil identificar a mão da "pista". Tem sempre alguma sinalização. Muitas das vezes, está em japonês e inglês, como as fotos abaixo. Tem vezes que tem apenas a seta, tal como uma placa de trânsito! 


写真撮影: Julio Cesar Caruso

写真撮影: Julio Cesar Caruso

A mais maneira de todas que eu vi, mas não tive como parar para tirar foto, foi a que dizia que entre uma certa faixa de horário, os carr... digo, as pessoas, deveriam seguir pela direita, mas, que depois de uma certa hora, deveriam seguir pela esquerda.

Confesso que no fundo, no fundo, chego a pensar que é estranho definir até isso mas, quando o fluxo de pessoas é grande, a mão e contramão são uma mão na roda! (Nossa, quanta mão!) Veja abaixo mais algumas sinalizações! A mesma regra de mão e contramão é válida para os corredores das estações.  


写真撮影: Julio Cesar Caruso

写真撮影: Julio Cesar Caruso


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30/08/2017

ハンド脱毛無料・DEPILAÇÃO DA MÃO GRÁTIS

Tudo começou quando eu estava bem quietinho, no meu canto, no trem, quando resolvi me distrair com os inúmeros anúncios que a gente vê dentro do trem, principalmente os pendurados, chamados em japonês de "tsuri koukoku" (吊り広告). Li um, li outro, até que uma frase em especial me chamou a atenção:

"DEPILAÇÃO DE MÃO GRÁTIS"



Primeiro, eu sempre acho que eu é que não entendi direito. Passado essa fase, achei que entendi, mas cheguei a cogitar se não era nenhuma expressão idiomática japonesa – como a que diz “mão que sai da garganta”, quando você quer muito alguma coisa. Sei que tem gente que tem pelos nas mãos e nos dedos até, mas você vai concordar comigo que não é todo dia que a gente vê escrito – em português, menos ainda – “Depilação de Mãos”. Já vi buço, virilha, pernas, axilas, braços, mas...mão?!?


Resolvi então acessar o site deles para ver se era aquilo mesmo e encontrei várias outras coisas maneiras! Uma delas foi quando li  escrito “depilação do corpo todo”! E depois, logo em seguida, tinha lá a “definição” de corpo todo que, segundo eles, se resumia a 33 pontos do corpo. Aí você pensa: “Mas quais seriam esses 33 pontos do corpo?”. E não é que tinha lá um “mapeamento”?!



Legal também foi o gesto da menina - na foto ao lado - querendo mostrar que aqueles são preços supereconômicos! Tudo bem que não é exatamente o gesto obseno que usamos no Brasil para dizer (vc sabe!)... mas que no Brasil essa pose dela daria o que falar, isso sim daria! Para quem não sabe, aqui no Japão, assim como em muitos outros países, o gesto que ela está fazendo quer dizer, simplesmente, OK. Certo! 

23/07/2017

VIOLÊNCIA É CRIME・暴力は犯罪

写真提供: Nilza Mats
Costumo dizer que é no trem que a maioria dos japoneses se transformam. Esqueça todo o estereótipo que você tem na cabeça de um "típico" japonês, daquele educadinho, simpático, prestativo e tantas outras qualidades atribuídas a todos os japoneses que você já viu até hoje. No trem parece que tudo vai pelo ralo. Empurram, pisam, não pedem desculpa, não cedem lugar - nem para mulheres grávidas -, muitos ficam com cara fechada e outros pegam o trem mas no fundo o que eles queriam era estar no ar-condicionado, num táxi, no escurinho do carro, sozinhos, sem ninguém para encostar neles. Esse para mim é o pior tipo! Sem falar nos que molestam as mulheres!

OK. Não vamos enfatizar apenas o lado ruim. O fato de esperar que as pessoas desçam do trem para depois que o último passageiro desembarcar, é para mim, algo invejável, maravilhoso, gostoso de se ver. Estou falando de Tóquio, onde vivo atualmente. Não sei se em outros lugares acontece o mesmo. Já ouvi dizer que em Osaka, a coisa é mais para o estilo trem no Rio - só não vendem nada - , mas não me lembro de ter visto isso quando morei lá. Isso também foi há mais de 9 anos.

Mas comecei o post falando do mau humor e do clima pesado dos trens de Tóquio para corroborar o conteúdo do cartaz que vira e mexe a gente vê pelas paredes de trens e metrô daqui. São cartazes de campanhas contra a violência praticadas por passageiros. Isso mesmo que você leu! Violência! Este cartaz é até gracioso, mas a mensagem é clara: "Violência é crime! Basta de violência entre passageiros e violência de passageiros contra funcionários dos trens e metrô". 

Você imaginava que isso acontecia aqui? 
Já testemunhou algum caso? Conte pra gente!

14/07/2017

SIMULAÇÃO REAL・実際のシミュレーション

Seria cômico se não fosse trágico. Os japoneses adoram um treinamento, mas do tipo ensaio mesmo. Tem de tudo. Mas o melhor mesmo que eu vi foi quando fizeram simulado de como retirar passageiro bêbado de dentro do trem! Mas o melhor nem é isso! O melhor é o papel de “bêbado” ser feito por um dos funcionários do metrô – detalhe: com um colete escrito “bêbado”. Foi o melhor!!Mas esse que aconteceu nessa semana, foi um treinamento que fizeram em um pedágio aqui no Japão, para prevenir contra assaltos. Isso mesmo! Aliás, o treinamento foi feito agora, este mês, porque no início deste ano o mesmo posto do pedágio foi assaltado. Eis que fizeram o treinamento, com cara de simuladão mesmo, com direito a um funcionário armado e tudo e, no dia seguinte ao treinamento-simulado, não é que o pedágio foi realmente assaltado?!   

12/07/2017

MC DONALDS JAPÃO ! LOCO MOCO BURGUER・マクド!ロコモコバーガー




Inspirado no Loco Moco, prato típico do Havaí, o Mc Donalds aqui do Japão lançou os novos sanduíches! Loco Moco comum, simples, o Loco Moco com queijo e um que nem sei se existe mesmo no Havaí ou se foi simplesmente uma mistureba-ideia de jerico, o Loco Moco com molho curry!

A promoção começou agora no último dia 11, terça-feira e eu ainda não tive a oportunidade de experimentar. Se você, leitor do Muito Japão já provou, não deixe de compartilhar com a gente!


Ah sim! Acho que não preciso nem dizer que a promoção é por tempo limitado – aqui no Japão tem muito! - e somente para o verão japonês. 

11/07/2017

REVISTAS SOBRE BOLA DE GUDE ! ・ビー玉専門雑誌!

写真提供: Julio Cesar Caruso

Uma coisa que me chamou muito a atenção esses dias, foi a seção de revistas de esportes da biblioteca que eu frequento. Nem vou falar da beleza da biblioteca, da limpeza, da arrumação, da praticidade nem nada. O que me impressionou mesmo foi justamente a parte de revista de esportes. Veja bem, eu não disse a parte de revistas, somente. Eu disse a parte de "revistas de esportes". 

Os caras tem revista para tudo!! 

E se você está pensando num encarte, num folhetinho estilo jornalzinho de bairro, você está redondamente enganado! São revistas mesmo! Especializadas! Completas!

Na verdade, apesar de eu não ser, como direi, “dos esportes”, - de futebol muito menos! Apesar de acharem que todo brasileiro gosta de futebol – eu sempre admirei a qualidade das revistas de futebol japonesas. Quando eu trabalhava em uma empresa japonesa no Brasil, eles tinham assinatura de algumas. Eu apenas folheava, sem muito interesse, mas elas são de uma riqueza nas fotos, nas informações, nos gráficos, tudo tão detalhado e completo que até um técnico de futebol se sentiria um completo leigo com uma revista dessas na mão!


E voltando para a biblioteca, a quantidade de revistas sobre cada esporte é realmente incrível!  Você imagina uma revista sobre judô?! OK, sobre esqui! Enfim, pode até que exista no Brasil, mas, não sei, fiquei impressionado. Apenas isso. 

Na foto, tirada por mim mesmo, aparece apenas parte da seção, com revistas de judô, esqui, luta livre, futebol, pesca, sumô, ciclismo, rúgbi, beisebol, mergulho, softball...

Só faltava mesmo, uma de bola de gude! (risos)
Até a próxima!


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10/07/2017

O VERBO É "LER EM PÉ" ・動詞は立ち読み

Em japonês temos o verbo "tachiyomi" é formado por outros dois diferentes verbos que são: "tatsu"(levantar-se) e "yomu"(ler). Juntando os dois, temos então "tachiyomi" que, na verdade, é um substantivo, que se refere ao "ato de ler algo sem estar sentado", ou seja, "ler em pé". Normalmente quando usamos esse verbo, estamos falando das pessoas que se colocam na frente de uma estante de livros de uma biblioteca ou até mesmo de uma loja de conveniência. 

Se for em uma biblioteca, até vai, não creio que haja problemas. Mas loja de conveniência, normalmente, na maior parte delas, é proibido ficar lendo as revistas sem comprar. O mesmo é válido para algumas livrarias também.


Porém muitos japoneses descumprem essa regra e ficam mesmo na frente das estantes, de pé, lendo a revista ou o livro ou o mangá, que seja, na maior! Algumas vezes, como é o caso deste da foto tirada por mim mesmo, o carinha fica de pé, lendo a revista, na maior, e BEM debaixo da placa proibindo a ação.

Eu particularmente, neste caso em que o cara está sozinho, não vejo problema algum em ele ficar lendo. O grande problema é quando ficam mais de um lendo, um ao lado do outro, a ponto de formar um paredão que impede que as pessoas peguem uma revista ou um livro para dar uma olhada ou mesmo comprar! Isso sim, me incomoda um pouco!

写真提供:Julio Cesar Caruso

09/07/2017

WARABI MOCHI・わらび餅

Estou viciado nesse doce japonês. Eu já conheço ele faz um bom tempo e tampouco é a primeira vez que eu como. Mas não tenho resistido em comprá-lo todas as vezes que eu vou ao supermercado fazer compras. Sei lá, parece que atrai.
             O doce se chama, “warabi mochi” (lê-se uarabi motchi). Para explicar muito mal e porcamente, são como bolinhas de gelatina incolor e de um gosto doce. Esse que eu compro no supermercado mesmo, vem numa bandeja e com um pó feito de soja, chamado de “kinako” e uma espécie de mel de açúcar mascavo. Não sei a “ordem” correta, mas eu costumo colocar primeiro esse “melzinho” por cima e depois o pó de soja. Seja como for, fica uma delícia. Depois de comer muito e saborear, resolvi perguntar de que era feito. Me disseram que era de amido de uma planta, cujo o nome eu não sei em português, mas em japonês é o tal do “warabi”. Lembro que comentaram até que a planta parece uma samambaia. 


Enfim, só sei que o doce é uma delícia, bonito e barato e eu vou ter que comprar hoje, porque escrever sobre ele, me deu vontade de comer! Esse da foto logo abaixo é o doce que eu costumo comprar no mercadinho perto de casa. Mas claro, existem outras formas de apresentação e até de se servir. E você, já comeu alguma vez? Gosta? Não gosta? Deixe seu comentário para que outras pessoas tenham mais ou menos uma ideia do que se trata. Até a próxima!