11/02/2011

GENTE MUITO JAPÃO 5 : "Doce Vingança!"


Finalmente! Gente Muito Japão ! Aposto que já estavam achando que o quadro não existia mais não é?! "Ledo engano!". E hoje eu trago mais uma pessoa que nem era tanto Muito Japão não, até vir conhecer o país que sempre quis conhecer e ver com seus próprios olhos e ainda por divulgar o Japão da maneira que fez! Sim! Estou falando dela, Adriana de Almeida Gomes, a repórter brasileira que percorreu o Japão e outros países da Ásia para produzir matérias para o programa que já é um sucesso na televisão brasileira, o Classe Turista - o Mundo Segundo os Brasileiros!

Uma profissional de marca maior, simpática, dedicada ao trabalho, à família e aos amigos, Adriana nos conta nesta
ENTREVISTA EXCLUSIVA para o Muito Japão - com gostinho de "Doce Vingança" (risos) - , como foi que recebeu a notícia de que teria que viajar pela Ásia, gravar em vários países e regressar ao Brasil depois de muito tempo e muito trabalho produzido. Como vive e o que passa alguém que ganha para viajar pelo mundo e conhecer outras culturas? Adriana nos fala também como foi a experiência de conhecer , entre outros países, o Japão, o que gostou e o que não gostou do país e como foi a sensação de regressar ao país em que nasceu depois de ter conhecidos outros tantos e tantas pessoas diferentes!
OK! Chega de blá blá blá. Com vocês, Adriana de Almeida Gomes no Muito Japão!



1. Como costuma ser chamada por amigos ou família? 

Putz, me chamam de várias maneiras! Na família é Dri, Adri ou  Polaca – apelido de
criança. Os amigos: Dri, Drizinha, Didi, Adrianinha, Pequena, Baixinha (não sei pq?! ), até de Paquita me chamam! Mas sem nenhuma semelhança,ok?


2. Desde quando está na Band? 

Já trabalhei na Band em outros programas, em outra época, assim como em vários outros programas de outras emissoras. Agora estou há 2 anos e meio, mas sou contratada da Produtora argentina Cuatro Cabezas, que hoje é responsável por alguns produtos que são contratados e veiculados pela Band.


"Classe Turista é a possibilidade  de se viajar o mundo sem sai de casa  e absorver muita cultura  no sofá de sua casa!"


3. Fale um pouco do novo programa Classe Turista que estreou no último dia 4 no Brasil.

Classe Turista, não é apenas um programa de turismo. Além de ter um formato totalmente diferente do que já se viu na televisão brasileira, ele é dinâmico e informativo, nos mostra a cultura, os costumes, como pensam e principalmente como vivem os brasileiros que escolheram outros lugares que não o seu país de origem para viverem. São histórias de vidas que se cruzam em um programa, mesclando história,cultura, curiosidades e diversão. Enquanto conhecemos a cidade apresentada pelo ponto de vista desses brasileiros, que muitas vezes nos mostram coisas e lugares que só conhece quem vive no local, informações são dadas a todo momento. Diferente de um programa de turismo, que mostra só o lado comercial, Classe Turista vem nos mostrar como curtir uma cidade, uma cultura, um estilo de vida, ou mesmo as esperadas férias, de outra maneira, mais prazerosa, mais humana, mais verdadeira. Nos mostra também que ao invés de julgarmos,devemos ter primeiro o conhecimento da história do povo e sua trajetória, para depois se formar uma opinião. E isso é mostrado da maneira mais limpa e clara que poderia ser, que são os moradores que nos mostram o que realmente e, sem nada em troca. É a possibilidade de se viajar o mundo sem sai de casa e absorver muita cultura no sofá de sua casa! Vale a pena conferir todos os destinos. Estão todos imperdíveis!!!


4. Como recebeu a notícia de que viajaria para a Ásia? 

Bom, eu trabalho para a Cuatro Cabezas, produzindo e dirigindo um documentário jornalístico, que tem uma carga, um ritmo bem pesado e puxado, mas que
sou verdadeiramente apaixonada, que é A LIGA. Vivemos no limite, sempre! E eu, na maioria das vezes, faço os temas mais pesados, complexos e difíceis!! Mas ADORO, AMO ISSO!! Estava fechando detalhes de uma viagem ao Rio para varias gravações, qdo o diretor me chamou e me fez a proposta. Fiquei surpresa, pois não esperava mesmo! Com tantas pessoas na produtora, eu ser escolhida foi realmente muito bom. Me deram um dia para dar a resposta que lógico, foi sim. Depois disso, quando faltava mais ou menos um mês para começar as produções, escolheram a outra produtora, e sabíamos de algumas possibilidades de lugares e algumas certezas, dentre elas Tóquio. Eu falei logo de cara que queria fazer Tóquio caso tivesse e pudesse escolher. 

Já a outra produtora disse que preferia não fazer, que tinha curiosidade, mas preferia fazer outros locais. Então, eu e ela, já começamos a acertar os lugares que cada uma gostaria de fazer, e foi quando soubemos que isso não dependeria de nós. O diretor, que ficava em Buenos Aires, base da produção para onde nós fomos depois e para onde sempre voltávamos depois dos longos destinos gravando, era quem decidiria, de acordo com o perfil quem faria o que... Então só me restava torcer para que ele julgasse que meu perfil era o que deveria fazer a Ásia e assim foi, para minha felicidade total! Depois disso, conheci ainda em São Paulo, o câmera que me acompanharia nessa aventura, Charly – um querido, que estava a trabalho pela produtora, mas para um programa para Buenos Aires. Descobri que ele, assim como eu, também havia dito que queria fazer Tóquio, Ásia. Que tinha que ser ele, que também não conhecia e morria de vontade de ir. Trocamos “figurinhas” e depois de 15 dias. Lá fui eu para Buenos Aires, acertar os últimos detalhes de produção, que havia sido feita por mim em São Paulo, uma loucura! Gravava  o dia todo para A LIGA, e na madrugada, fazia toda a pré-producao, por causa do fuso..ou seja, dormir era algo que não existia para mim! (risos) Em Buenos Aires fiquei uma semana, e fui rumo a Tóquio, super doente, mas ansiosa e feliz!!



"Se o programa for bem,  se tiver uma segunda temporada,  e eu espero que tenha,  quero fazer de novo!!"
5. Como foi a experiência de viajar para tantos países? Você já conhecia algum deles? A experiência foi maravilhosa!! Tanto que se o programa for bem, se tiver uma segunda temporada, e eu espero que tenha, quero fazer de novo!! Embora seja um programa lindo e gostoso de se fazer, a maioria das pessoas acham que estamos passeando pelos lugares. Ledo engano! Ficamos longe de quem gostamos, temos que abrir mão de um período de nossa vida que não e fácil, não há descanso nunca. Por várias noites não dormi, afinal, eram muitas preocupações e responsabilidades, mas foi gratificante! Eu não conhecia nenhum dos países que fui escalada para gravar, mas todos os destinos, eu sempre quis conhecer, então, só posso dizer que, mesmo com toda a fadiga, cansaço, esgotamento, diferenças, problemas que fazem parte e as dificuldades normais que um trabalho complexo como esse traz, foi COM-PEN-SA-DOR!! Quero mais!! Que venha a segunda, a terceira, a quarta temporada e por aí vai!!!

6. Como foi estar no Japão pela primeira vez? Que imagem tinha do Japão antes e depois de vir? 

Olha, estar no Japão, lugar que sempre quis conhecer, foi inesquecível. Tenho um carinho muito especial por esse lugar e pelos momentos que vivi. Quero e vou voltar, tanto que já penso em fazer alguns documentários e sei que volto, um dia volto! E o Japão era exatamente como eu imaginava, moderno, louco, intenso, cosmopolita, e ao mesmo tempo careta, um berço de cultura e aprendizado. A segurança é absurdamente impressionante, e tudo, TUDO funciona! Demais!! A impressão que tinha antes era um pouco disso, mas achei que por serem tão livres, eram mais doidos! E depois de conhecer um pouco mais sobre Tóquio, percebi que eles são super gentis, mas não têm malícia. Tudo bem que malícia demais também não é bacana, mas acho que eles têm uma ingenuidade que é até difícil de acreditar. Uma dosesinha não seria nada mal! Mas a imagem que tinha só melhorou! Este é definitivamente um lugar de primeiríssimo mundo onde as coisas acontecem. Tóquio é a cidade do futuro! Podem acreditar!!


7. O que mais gostou no Japão? 

Tuuuudooo!! Mas o lance da modernidade,  de como tudo funciona, e essa bagunça organizada me fascinou! Moraria fácil no Japão! 


8. O que menos gostou no Japão? 

Da falta do calor humano, que nós brasileiros temos de sobra. Sabe, e um toque, um abraço, um beijo que não se da, coisas tão corriqueiras, tão normais no Brasil, que é muito estranho descobrir que não existe isso em um lugar onde se tem tanta gente bacana. Então, qdo não se tem, sente-se muita falta.


"Tanta coisa aconteceu nessa viagem à Ásia, que terei que dividir em episódios algumas coisas para contar! Outras, claro, não são permitidas!"


9. Teria algum episódio engraçado de bastidores para contar? 

Bom, logo que chegamos a Tóquio, estávamos mortos e famintos, então saímos para comer. Foi a primeira aventura! Todos os restaurantes tinham os cardápios do lado de fora, mas adivinha?? Tudo com os ideogramas japoneses, ou seja, nem eu e nem o Charly entendíamos nada! E nada de fotinho dos pratos!! (risos) Então tínhamos que escolher um restaurante, e foi na base do "fui com a sua cara"!! Entramos o lugar era bem bacana! Como estava na nossa cara que não éramos dali, o atendente nos deu um cardápio menos do que os que tinham nas mesas, com tudo escrito em japonês, claro e algumas fotos de alguns pratos. Já era alguma coisa, né? Bom, escolhemos o que tinhaa cara mais apetitosa, e mesmo sem saber o que era, pedimos. Eram espetos de carnes diversos, parecia apetitoso!! A fome era grande! 

Qdo olho para o Charly, vejo ele com a maior dificuldade em engolir a comida, mastigava como se não fosse conseguir engolir. Foi quando ele pegou um montinho de pasta, e então lhe falei que aquilo devia ser molho de wasabi... Mas ele não ouviu, encheu o pedaço de carne daquele espeto disso, e sua cara ficou pior ainda!! Comecei a rir, e ele não conseguia engolir, fazia caretas, ficou sem ar, e quando enfim conseguiu falar, me disse que era fígado quase cru e que colocou o molho para amenizar o gosto, mas era wasabi, e como encheu, imaginem como ele ficou...

Conclusão: muitas bebidas depois para amenizar o ardor daquela noite!! Foi engraçado, e depois disso, ele não pediu mais espetos de carne em Tóquio...não sei o porquê?! (risos) Tudo na vida é costume! 



Mas teve um dia, em que eu e o Charly estávamos mortos de cansaço, depois de gravar desde às 6 da manhã e quando paramos eram quase 0h. Então, resolvemos pedir uma pizza para não ter que sair para um restaurante, etc.. Quando ela chegou, fomos comer, foi quando o Charly reparou uma coisa curiosa: fomos pegar a pizza como se estivéssemos com os hashis, os famosos “palitinhos” !! E então, reparamos que fazia uns 14 dias em que não usávamos guarfo e faca, e que havíamos de certa forma, desacostumado!! Gente, tem tanta coisa que aconteceu nessa viagem à Ásia, que terei que dividir em episódios algumas coisas para contar! Outras, claro, não são permitidas! (risos)

 
10. Que lição tirou desta viagem toda? 

Viva a diferença!! Tive mais certeza com relação a um dos meus posicionamentos, que é nunca fazer pré-julgamento de nada. Aprendi com os costumes, absorvi o aprendizado que essa experiência me deu, adaptei algumas coisas para minha vida, e sobretudo me deliciei e me diverti com as pessoas lindas e gostosas que passaram pela minha vida nesta aventura maravilhosa! 



"Viajar é muito bom, 
seja a trabalho ou a passeio, 
mas o prazer de voltar para casa 
e para sua vida é melhor ainda"


11. Como foi a sensação de pisar em solo brasileiro depois de tantos países? 

Bom e ruim ao mesmo tempo. Louco? Não! Depois de ficar tanto tempo fora de casa, longe da família, amigos, costumes, comidas e normal querer dormir na sua cama, comer o bom e velho arroz e feijão e rever quem se gosta. Mas o fato é que durante essa trip, conheci muiiita gente boa, que se tornaram amigos queridos, e é muito ruim ter a sensação de que os estou deixando, abandonando. Fora que, como sempre voltava para Buenos Aires, meu amigo-irmão argentino ficou e eu fui embora, dessa vez sozinha, sem ele como havia sido nos últimos tempos, então parecia que faltava um pedaço, com uma pontinha de tristeza! Muito louco! Viajar é muito bom, seja a trabalho ou a passeio, mas o prazer de voltar para casa e para sua vida é melhor ainda!!! Mas estou pronta para cair nesse mundão de meu Deus de novo!! Aguardem!!!




 Adriana de Almeida Gomes 
 drikalaka@ig.com.br


Para você que curtiu os programas apresentados até agora e não perde por esperar as próximas edições do programa Classe Turista Brasil, um aviso: o programa está com os dias contados, já que é somente para substituir A LIGA, enquanto estão de férias! Por isso, escreva para a Bandeirantes e dê sua opinião sobre o programa! Eles precisam saber o quanto as pessoas gostaram, aprenderam e curtiram o Classe Turista! Quem sabe não pinta por aí uma segunda temporada! Eu já fiz minha parte! (rs)


Para escrever é muito simples!

1. Acesse http://www.band.com.br/faleconosco/
2. Selecione INTERNET
3. EBAND
4. ENTRETENIMENTO
5. Preencha os campos e pronto!

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3 comentários:

  1. Legal a entrevista...nessa horas me arrependo de não ter feito jornalismo hehehe

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  2. Demais!! Show de entrevista! Arrasou! Parabéns a todos programa, entrevista...como vc escreve bem.

    Parabéns!

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  3. Eu penso ainda em fazer jornalismo. Eu percebi que todos os jornalistas são divertidos HAHA' não sei pq, sinto que isso é uma característica xD

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