19/04/2013

O PROFESSOR RODRIGO, EM PORTUGUÊS








Tem circulado na internet a matéria (foto acima) sobre Rodrigo Igi (26), brasileiro - nascido no Brasil e criado no Japão -  que venceu diversas barreiras como bullying e a notícia de uma doença grave, mas que, finalmente, realizou seu grande sonho de se tornar professor em uma escola japonesa. Hoje, a história do Professor Rodrigo é um exemplo, principalmente, entre os jovens da comunidade brasileira no Japão. A matéria foi publicada no jornal KEIZAI SHINBUN・経済新聞 e vira e mexe alguém publica o link. 

E aqui no Muito Japão, você vai acompanhar a história do professor Rodrigo em português claro! Serão três "capítulos" da tradução que fiz da matéria publicada no jornal japonês. Para aqueles que sabe ler japonês, o original estará logo abaixo! Confira!

PORTUGUÊS・ポルトガル語

Professor altamente dedicado, nipo-descendente e uma surpreendente motivação


Fala-se da aceitação da imigração de estrangeiros ao Japão como uma forma de o país nipônico suprir o problema da baixa natalidade e o envelhecimento da população. Mas quantos japoneses já tiveram a experiência de conviver com estrangeiros? A reportagem visitou a província de Aichi, que, junto com Oizumi, na província de Gunma, conhecida como “Brazilian Town”, também acolheu muitos imigrantes.

 Na Escola de Ensino Médio Homi, localizada em Toyota, na província de Aichi, um terço do total de alunos é formado por alunos estrangeiros.O professor Rodrigo Igi (26), carinhosamente chamado de “Rodo Sensei” (Prof. “Ro”), é neto de japoneses e um professor adorado. Nascido no Brasil, Rodrigo tinha apenas 10 anos quando foi trazido pelos pais que vieram como decasséguis à cidade de Toyokawa, na província de Aichi. Rodrigo não sabia absolutamente nada de japonês. Começou do zero e com muito esforço, aprendeu o idioma, se formou em uma faculdade japonesa e se tornou professor.

Mesmo na província de Aichi, com grande concentração de brasileiros descendentes de japoneses, é raro encontrar um professor brasileiro nipo-descendente. “Para um estrangeiro que vive no Japão, o trabalho de professor, não é tarefa fácil. Lembro perfeitamente quando eu tomei esta decisão de seguir em busca deste objetivo”.

Faltavam 2 anos para terminar a escola. Na aula de educação física, onde praticava judô, durante a luta, o colega acertou a mão no nariz, o que provocou um escorrimento de sangue. O sangue não parava de escorrer. Feitos os exames, veio a revelação: leucemia.



Lhe disseram que as chances de vida eram de 50%. Ele comia e vomitava, comia e vomitava e assim sucessivamente sua força física foi diminuindo gradativamente. Ele lutava contra o medo da morte e aguentava dores insuportáveis. Foi quando, certo dia, viu uma notícia na TV. Lutar contra a leucemia era um sofrimento, mas eu não queria desistir.

“O número de suicidas ultrapassa os 30 mil”

Para muitos países, o alto índice de suicídio no Japão é assustador. “O Brasil é um país mais pobre que o Japão, mas o número de suicídas não é tão grande. E por que no Japão que é um país muito mais afortunado do que o Brasil tanta gente dá fim à própria vida? ”

“Tive um sentimento muito próximo à raiva. Como pode haver pessoas que como eu que fazem tudo para sobreviver, enquanto outras tiram a própria vida?”

“Mas agora, já adulto, entendo que para se decidir escolher a morte, há uma circunstância. Mas naquela época, com 16 anos, eu pensava “Morrer assim fácil, nunca, jamais!” e decidi que se eu conseguisse escapar da morte, eu me tornaria professor, e ensinaria aos jovens de amanhã a valorizar a vida e importância de nunca desistir. Acho que superei a doença justamente depois de todo o sofrimento que passei durante uma época da minha vida”.

EM BREVE você confere a segunda parte da história do professor Rodrigo. No segundo capítulo, você vai saber um pouco mais sobre a família de Rodrigo, o que ele passou na escola japonesa enquanto aluno estrangeiro e o quanto se esforçou para mudar a situação. Até lá! 



JAPONÊS・日本語  

熱血教師は日系ブラジル人 その意外な志望動機 
愛知の移民先進地を訪ねて





 少子高齢化問題の解決法として移民の受け入れが語られる。しかし、どれだけの日本人に外国人と軒を接して暮らした経験があるだろう。ブラジル人街で有名な群馬県大泉町などと並び、定住外国人が多い愛知県下の町を、移民受け入れの先進地として取材した。
 愛知県豊田市立保見中学校は全校生徒の3分の1が外国籍だ。「ロド先生」と呼ばれて慕われている教師の伊木ロドリゴさん(26)も日系3世だ。ブラジルで生まれ、10歳のとき、出稼ぎに来た両親に連れられて愛知県豊川市に移り住んだ。ゼロから日本語を苦労して習得し、日本の大学を卒業して教員となった。日系ブラジル人の教師は、同人口が多い愛知県でもめずらしい。
 教師という仕事は外国人にはハードルが高い。それを目指すと決めたときのことをはっきりと覚えている。
 高校1年のときだった。体育の授業で柔道をしていたときに対戦相手の手が鼻に当たって鼻血が出た。その血が止まらない。調べてもらうと、白血病だった。

 生きられる確率は50%と言われた。食べては吐き、食べては吐きを繰り返し、体力が次第に落ちていく。耐え難い痛みに耐え、死の恐怖と闘っていたある日、一つのニュースがテレビから流れてきた。
 「自殺者が3万人を超えました」
日本の自殺率の高さは多くの国からすると異様に映る。「ブラジルは日本より貧しいのに自殺する人は多くない。ブラジルに比べてこんなに豊かな日本なのに、なんでそんなに自らの命を絶つ人が多いんだ」――。
 それは怒りに近い感情だった。死にたくないともがいている自分のような人間がいるのに、自ら命を絶つ人がいるとは。
 大人になった今は、死を選ぶのにも事情があることが理解できる。しかし、16歳だった当時は「簡単に死ぬんじゃない」と思った。もし自分が死から逃れおおせたら、必ず教師になり、未来を担う若者たちに、命の尊さや、諦めないことの大切さを教えようと心に決めた。
 病魔を克服できたのはつらい時期を乗り越えた経験があったからだという。

8 comentários:

  1. Bonita a história de vida do Rodrigo. Ser professor não é uma escolha fácil, nem traz o tipo de retorno ($$) que a maioria pensa ao escolher uma profissão. Nem no brail, nem no Japão. Sempre achei que professores são, na maioria, pessoas especiais! Abraço!

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    1. No Japão os professores são muito valorizados, são como autoridade e são respeitados e ganham super bem. Você falou como se lá essa profissão fosse uma merda igual no Brasil! ;)

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  2. Esse é o jeito "Brazuka" de ser. Ele é um guerreiro, venceu barreiras e teve a vitória merecida, Muito satisfatório. Não generalizo, mas se as pessoas no Japão fossem mais como ele, a alta taxa de suicídio não existiria. Parabéns para ele e para o post, vou acompanhar as outras postagens que virão!

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  3. Ansiosa pelo próximo capítulo!

    Ganbattê Rodo-sensei!!! :D

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  4. Estou aguardando os próximos posts sobre o Professor Rodrigo! Abraços!

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  5. adorei conhecer a história dele!!! :D

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  6. Sempre disseram que no Japão os professores eram super valorizados e com otimos salarios. Infelizmente parece que as coisas mudaram , como esta dito no artigo.
    E por favor não demore para o proximo capitulo. Ja está demorando muito
    abraços

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  7. Poxa, um exemplo de vida ein. Realmente não deve ser fácil pra um brasileiro ser professor no Japão, mesmo ele sendo neto de japoneses. Li relatos de professores estrangeiros que disseram que os estrangeiros só se dão bem por lá ensinando a língua inglesa aos alunos japoneses.

    Aguardando tbm a próxima postagem! Estou muito ansioso!

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