22/01/2017

GENTE MUITO JAPÃO DE PRIMEIRA VIAGEM ! 人生初来日経験報告!

大変お待たせいたしました!O Muito Japão apresenta mais uma vez a coluna GENTE MUITO JAPÃO DE PRIMEIRA VIAGEM ! 人生初来日経験報告!E para começar 2017 como mais uma ENTREVISTA EXCLUSIVA entrevistamos o carioca Michael Rodrigues! Michael é mais um gente-como-a-gente que realizou o grande sonho da sua vida de pisar no Japão pela primeira vez na vida e vai compartilhar com a gente essa experiência de vida que, segundo ele próprio, parecia ser um sonho! Com vocês, Michael Rodrigues!



"Passei a enxergar o Japão não como um país com cultura e comportamento ideais, como algo utópico a ser replicado em todo o mundo, mas como uma nação como todas as outras, com seus problemas sociais e também econômicos"

"É um país lindo, rico, diverso, único e incomparável!"

Primeiro, de cara, por que Japão?
Sempre amei a cultura, o idioma e muitas coisas relacionadas ao Japão, desde a infância. Algumas partes fui descobrindo ao longo do tempo, não só as boas, como as ruins também. Depois de muitas pesquisas, de ouvir experiências de outras pessoas e de conhecer tanto o lado positivo quanto negativo do país, passei a enxergar o Japão não como um país com cultura e comportamento ideais, como algo utópico a ser replicado em todo o mundo, mas como uma nação como todas as outras, com seus problemas sociais e também econômicos, porém diferente em essência e cultura de uma maneira, sim, encantadora e inspirante. E então depois de juntar dinheiro por um tempo no trabalho, resolvi finalmente me dar uma chance de realizar meu sonho de conhecer o país desde criança.

Quando foi? Ficou quanto tempo?
Em junho de 2016. Fiquei aproximadamente 2 meses e meio, mais precisamente de 31 de junho de 2016 a 13 de setembro.

Foi por conta própria? Com quem?
Por conta própria, e com um amigo.



Onde visitou?
Tóquio, por um pouco mais de um mês e meio, e Ibaraki, por um mês.


...com a Tokyo Sky Tree ao fundo


Como se sentiu ao pisar no Japão pela primeira vez?
Até hoje sinto como se estivesse sonhando e só tivesse acordado depois de voltar ao Brasil (risos). Mas principalmente espantado por saber que tudo estava tão perto e tão distante ao mesmo tempo, e que não só é possível viver num país organizado, com tecnologia avançada, educação, segurança e respeito, mas o mínimo que um governo deve fazer por seu país, o que lá é visto como natural e aqui como coisa inalcançável, "de outro mundo".

O que mais te impressionou?
O respeito que as pessoas têm umas com as outras, a cordialidade, ótimo atendimento, independente de se no comércio ou em alguma atividade/interação social, a seriedade no trabalho e estudos, a organização... mas principalmente a honestidade e a segurança, o que te permite parar uma bicicleta na rua sem corrente ou perder a carteira, por exemplo, e quando voltar pra buscar, mesmo que no dia seguinte, ter a (quase) certeza de que vai encontrar o que deixou no mesmo lugar.

Cometeu alguma gafe?
Muito provavelmente incontáveis vezes...(risos). Principalmente lembrando de todas diferenças culturais, linguísticas e tudo o mais. Apesar disso, me policiei pra evitar ao máximo possível (juro!).

"A maioria das pessoas não é fechada, mas sempre aberta, gentil e sempre pronta pra ajudar da forma que for possível"

Viu algo diferente do que imaginava?
Pelo que todos falavam de como os japoneses eram duros, sérios, fechados e calados, imaginava ser impossível falar com qualquer um no meio da rua sem ser brutalmente ignorado e desprezado. Apesar de ter passado por algumas experiências desse tipo (risos), pude notar que a maioria das pessoas não é fechada, mas sempre aberta, gentil e sempre pronta pra ajudar da forma que for possível, muitas vezes indo até além do que podem, e sempre muito cordiais e simpáticos.


Restaurante brasileiro em Sugamo


Algo te surpreendeu positivamente?
Novamente, a honestidade de todos, a organização e o respeito.

"Fiquei surpreso com o alto índice de crimes entre idosos e o ainda prevalecente machismo na sociedade"

Algo te surpreendeu negativamente?
Realmente algumas pessoas são fechadas e às vezes sérias demais (em Tóquio), e não têm a mesma abertura pra conversar sobre alguns assuntos ou nem interagem tão calorosamente como nós brasileiros. Também fiquei surpreso com o alto índice de crimes entre idosos e o ainda prevalecente machismo na sociedade, mesmo que às vezes só em pensamento ou embutido sutilmente em algumas tradições, costumes, ditados, ideogramas (embora obviamente sejam de origem chinesa) e outras coisas, considerando que o Japão é até um dos países mais liberais que já conheci e visitei.

Fala japonês? Conseguiu usar?
Um pouco! Estudei por dois anos há muitos anos mas já estava um pouco sem prática. Ao menos consegui me comunicar mais ou menos bem e aprender muita coisa nova. 

Sua visão com relação ao Japão mudou? De que forma?
Sim, eu diria que mudei da visão idealista para algo mais realista, embora já tivesse ideia do que encontraria.

"É um país lindo, rico, diverso, único e incomparável!"

Que conselho daria a outro brasileiro de primeira viagem?
Estude japonês seriamente, seja esforçado não só nos estudos como em tudo que faz, pois isso também é muito notado e avaliado por eles, principalmente em estrangeiros, e não tenha medo de conhecer e experimentar coisas novas. O Japão é uma mina de ouro para o enriquecimento pessoal, intelectual, e cultural, assim como um ótimo lugar de boas pessoas e oportunidades (apesar dos efeitos da recente crise). E aproveite ao máximo, é um país lindo, rico, diverso, único e incomparável!

MAIS FOTOS!

Owl Cafe em Asakusa

Brazilian Day em Tóquio


Harajuku


Estação de Shinjuku, Tóquio




5 comentários:

  1. Adorei a entrevista, só queria saber um pouco mais se os gastos foram orbitantes!

    ResponderExcluir
  2. Oi, Lucas! Tudo bem?
    O Japão é um país caro sim, a taxa de conversão do dinheiro é geralmente 3,4 reais por cada 100 ienes, parecida com o dólar, 3,2 reais por 1 dólar.
    A passagem foi por volta de 2800 porque dei até sorte, mas geralmente é por volta de 3200, ida e volta. Diria que pra passar um mês você gasta 2500, ficando num hostel com quarto compartilhado e comendo sem muitas regalias. Mas não desanime, faça como eu que fui juntando de pouco em pouco mas nunca perdendo de vista o objetivo. Com a facilidade de crédito e de parcelar as compras que temos hoje, fica mais viável também! Recomendo muito a viagem, porque apesar de gastar dinheiro é uma experiência muito enriquecedora mentalmente e culturalmente falando. Boa sorte e boa viagem!

    ResponderExcluir
  3. Adorei a entrevista! Com relação ao gasto com transporte, não teve como comprar o Jr Pass ne? Ficou muito caro pagar sem o Jr?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Ingrid!
      No meu caso, como fiquei 2 meses e meio não valia a pena, porque o JR Pass é pra quem vai ficar uma semana ou no máximo duas, e custa muito caro (entre 150 e 300 dólares). Em compensação, comprei uma bicicleta dobrável usada por 300 reais e andei de graça por todos os cantos de Tóquio e até pedalei 70 Km até uma cidade no interior! hahahahahah

      Excluir
  4. Nossa! Que legal! Parabéns. Economizou e ainda gastou calorias. :)

    ResponderExcluir